Nunca afinal eu soube
que eras tanto
nem que vinhas de noite
e eras tempo
Por isso te pergunto
já sem esperança
O que hei-de fazer
com um coração aceso?
Impetuoso, o teu corpo é como um rio onde o meu se perde. Se escuto, só oiço o teu rumor. De mim, nem o sinal mais breve. Imagem dos gestos que tracei, irrompe puro e completo. Por isso, rio foi o nome que lhe dei. E nele o céu fica mais perto. E.A.
Nunca afinal eu soube
que eras tanto
nem que vinhas de noite
e eras tempo
Por isso te pergunto
já sem esperança
O que hei-de fazer
com um coração aceso?
O teu corpo,
deixou sem sal o mar.
Em mim restou
um respirar de marés,
oceano náufrago,
afogadas sombras de água.
Eis a praia
em que estiveste deitada:
não há areia
que não desenhe o teu passo.
Descalço sobre o Sol
sigo no encalço do que nunca será antigo.
De quem fui onda,
sou agora espuma,
búzio seco,
lembrança de viagem nenhuma.
A lágrima e o suor
do mesmo sal
agora se entretecem:
- na falsa fundura dos lagos,
peixes de água
banham-se sem nenhuma verdade.
E dançam
como se houvesse eternidade.
O teu corpo,
deixou sem sal o mar.
Em mim restou
um respirar de marés,
oceano náufrago,
afogadas sombras de água.
Eis a praia
em que estiveste deitada:
não há areia
que não desenhe o teu passo.
Descalço sobre o Sol
sigo no encalço do que nunca será antigo.
De quem fui onda,
sou agora espuma,
búzio seco,
lembrança de viagem nenhuma.
A lágrima e o suor
do mesmo sal
agora se entretecem:
- na falsa fundura dos lagos,
peixes de água
banham-se sem nenhuma verdade.
E dançam
como se houvesse eternidade.
a minha avó repete:
o tempo cura a ferida
mas não cura a cicatriz
e nenhum outro poema
de nenhum outro poeta
me falou tão alto ao ouvido