O teu corpo,
deixou sem sal o mar.
Em mim restou
um respirar de marés,
oceano náufrago,
afogadas sombras de água.
Eis a praia
em que estiveste deitada:
não há areia
que não desenhe o teu passo.
Descalço sobre o Sol
sigo no encalço do que nunca será antigo.
De quem fui onda,
sou agora espuma,
búzio seco,
lembrança de viagem nenhuma.
A lágrima e o suor
do mesmo sal
agora se entretecem:
- na falsa fundura dos lagos,
peixes de água
banham-se sem nenhuma verdade.
E dançam
como se houvesse eternidade.
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