quarta-feira, março 05, 2025

Não voltarei à fonte dos teus flancos.

Não voltarei à fonte dos teus flancos

ao fogo espesso do verão

a escorrer infatigável

dos espelhos, não voltarei.

Não voltarei ao leito breve

onde quebrámos uma a uma

todas as frágeis

hastes do amor.

Eis o outono: cresce a prumo.

Anoitecidas águas

em febre em fúria em fogo

arrastam-me para o fundo.



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