«[...] corre uma paz imensa sobre o teu rosto molhado de luz. Os nossos lábios
não se despegam. Gozámos ao mesmo tempo, exaustos, na afluência da dor, e
mantemos as pernas enredadas, sinto os teus peitos erguerem-se, respirando, o
teu púbis espesso contra o meu, os nossos líquidos escorrendo misturados. Tem
vontade de gritar, de chorar, de lhe beijar os olhos, as axilas, as plantas dos pés,
de a adorar ritualmente. Mas deixa-se ficar quieto, uma réstia de lua que entra
pela porta a esfriar-lhes os corpos docemente. Só a aperta mais e ela sorri: pode
ser um sopro de triunfo, uma promessa, uma jura ou apenas água de alegria.»
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