Hoje vi-te. não só nos meus sonhos, nem sempre clarividentes e marcados pela dor. Hoje vi-te de outra forma. precisei ver-te. Olhar para ti. Ter-te à minha frente. Os teus olhos doces e meigos. Aqueles que me apaixonaram no primeiro instante. E por isso dedico-te este poema de um autor que bem conheces, num estilo bem diferente mas igualmente fantástico... este poema tem o teu nome. És linda.
Estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
Impetuoso, o teu corpo é como um rio onde o meu se perde. Se escuto, só oiço o teu rumor. De mim, nem o sinal mais breve. Imagem dos gestos que tracei, irrompe puro e completo. Por isso, rio foi o nome que lhe dei. E nele o céu fica mais perto. E.A.
sexta-feira, setembro 30, 2011
quinta-feira, setembro 29, 2011
Hoje e sempre terei saudades tuas.Hoje e sempre me vou condenar por tudo o que de mal te fiz.
Nâo pretendo jamais incomodar-te nem com a minha presença, apenas, no limite da emoção, procurei um resto de ti num telefonema...
Não o fiz para te magoar, nem para levantar fragmentos perigosos de um meteorito que eu alimentei, empurrei, da forma mais estúpida e mais prejudicial com quem afinal não merecia.
O amor ficou doente, assumo total responsabilidade.
Por isso, todos os dias te peço perdão. Com a maior humildade e com o maior respeito que tantas vezes perdi.
Nâo pretendo jamais incomodar-te nem com a minha presença, apenas, no limite da emoção, procurei um resto de ti num telefonema...
Não o fiz para te magoar, nem para levantar fragmentos perigosos de um meteorito que eu alimentei, empurrei, da forma mais estúpida e mais prejudicial com quem afinal não merecia.
O amor ficou doente, assumo total responsabilidade.
Por isso, todos os dias te peço perdão. Com a maior humildade e com o maior respeito que tantas vezes perdi.
último adeus.
Este email é simplesmente o último adeus! Pouco adianta focar o quanto
foste importante para mim, o quanto me magoaste e me desrespeitaste!
Cada segundo que passa, esqueço um pedaço de ti e do que fomos,
até um dia sobrarem apenas cinzas do que vivemos...
A música que te deixo, traduz, na íntegra, os meus sentimentos, todas
as vivências e deixa-te um último abraço do que restou de nós!
Agradeço-te que a partir de este momento não me procures mais, não me
ligues e não queiras saber mais de mim... Se prevalecerem saudades,
transforma-as em algo positivo para a tua vida!
ADEUS!
foste importante para mim, o quanto me magoaste e me desrespeitaste!
Cada segundo que passa, esqueço um pedaço de ti e do que fomos,
até um dia sobrarem apenas cinzas do que vivemos...
A música que te deixo, traduz, na íntegra, os meus sentimentos, todas
as vivências e deixa-te um último abraço do que restou de nós!
Agradeço-te que a partir de este momento não me procures mais, não me
ligues e não queiras saber mais de mim... Se prevalecerem saudades,
transforma-as em algo positivo para a tua vida!
ADEUS!
quarta-feira, setembro 28, 2011
Telefonema II
Ainda não me contenho na imensa energia que veio daquele telefone, do ritmo do meu coração a bater forte na fraca probabilidade de ouvir a tua voz.
Na verdade, só posso corroborar na tua teoria, manter-me atado perante a gravidade dos meus atos. Não me disseste nada que não comprove todos os dias, na letargia e infelicidade que mergulho quando paro e penso em nós.
Agora nem posso remediar. Mas posso desejar-te o melhor do mundo, com a humildade que nunca me caracterizou, com a franqueza que nunca tive, com o amor que tão cegamente abandonei, desclassifiquei.
Mas o realmente me deixou triste foi o facto de mencionares que nunca mais me irias ver.
Confesso que não te procurei, por ser essa mesmo a tua vontade, mas quando te vi, num acaso, ao longe, a sorrir para uns amigos, foi o melhor dia das minhas férias.
Sequer imaginar que não posso admirar-te, vislumbrar no brilho dos teus olhos o calor do teu coração... é sem dúvida o pior cenário do mundo.
Na verdade, só posso corroborar na tua teoria, manter-me atado perante a gravidade dos meus atos. Não me disseste nada que não comprove todos os dias, na letargia e infelicidade que mergulho quando paro e penso em nós.
Agora nem posso remediar. Mas posso desejar-te o melhor do mundo, com a humildade que nunca me caracterizou, com a franqueza que nunca tive, com o amor que tão cegamente abandonei, desclassifiquei.
Mas o realmente me deixou triste foi o facto de mencionares que nunca mais me irias ver.
Confesso que não te procurei, por ser essa mesmo a tua vontade, mas quando te vi, num acaso, ao longe, a sorrir para uns amigos, foi o melhor dia das minhas férias.
Sequer imaginar que não posso admirar-te, vislumbrar no brilho dos teus olhos o calor do teu coração... é sem dúvida o pior cenário do mundo.
Telefonema
Depois deste sufoco no peito que não me deixa raciocinar durante meses, que me tem perturbado o sono e o sonho... ouvir-te foi a melhor sensação que experimento em tanto tempo.
Obrigado.
Obrigado.
A tua despedida... só agora faz sentido...
Boa noite...ou melhor, Bom dia!
São quase cinco da manhã e o meu pensamento anda às voltas!
Já há muito tempo que me queixava de falta de sorte e, este ano, curiosamente, esta bateu-me à porta duas vezes no mesmo dia, a nível profissional! Mas as indecisões pairam na minha cabeça, ainda que esteja quase decidida a ficar em terra firme!
A nossa relação foi a coisa mais complicada que passei e, infelizmente, sinto-me sem forças ou mesmo sem ânimo por voltar a lutar por ela!
TU foste a pessoa que mais amei na vida... Tinha tantas sonhos contigo e pensei que eramos feitos um para o outro! Perdoei-te os erros, porque eu propria não sabia viver sem ti. As horas que passei ao teu lado foram as melhores que alguma vez tive ao lado de quem fosse! POr isso, é que exigia a tua presença e a tua atenção, pois eram os momentos em que o meu coração pulsava de verdadeira felicidade!
É certo que nos magoamos muito mutuamente e que os erros foram tantos, que hoje sei que não conseguimos ser um só. tanta coisa boa se perdeu, que nos sentimos perdidos e agarrados a algo passado, que nos alimenta a alma nos dias mais tristes, mas que são insuficientes...
You didin´t realize... that i loved you so much!
DESCULPA por te ter feito sofrer, mas não soube lidar com a minha mágoa!
ACREDITA que não queria mais ninguém, porque tu eras TUDO!
Hoje choro, porque vou dizer-te ADEUS, e afastar-me de ti para sempre! E isso dói mais do que possas imaginar!
Espero que encontres a felicidade, e que sorrias para o mundo!
Fica um beijo tão doce tão doce como os que partilhámos um dia!
"O melhor para ti é que duvides até da sinceridade do meu amor, que tenhas a certeza de que era falso; que não saibas já se eu alguma vez deitei a cabeça nos teus joelhos ou se apenas sonhaste que assim foi. É preferível que não te iludas, que não esperes que tudo venha a ser como então, como se nada houvesse sucedido e eu não fosse o canalha que não quiseste ver em mim. Será melhor assim.
Ainda que eu saiba que te amei de facto e o quanto quis poder ficar, para sempre, aninhado no colo morno dos teus joelhos, fingindo que dormia, sentindo o gomo dos tus dedos traçar arabescos leves entre a escova mole dos meus cabelos. O mais certo é que te convenças de que o meu ciúme não era mais do que um exercício de posse, coisa de machos, mesmo que me suceda ainda acordar de noite com as costas molhadas, amordaçando um soluço, por sonhar que não é a minha cabeça que tens pousada nas pernas e que, mesmo assim, sorris com o teu sorriso breve enquanto afagas a cabeça desse que não sou eu."
Ainda que eu saiba que te amei de facto e o quanto quis poder ficar, para sempre, aninhado no colo morno dos teus joelhos, fingindo que dormia, sentindo o gomo dos tus dedos traçar arabescos leves entre a escova mole dos meus cabelos. O mais certo é que te convenças de que o meu ciúme não era mais do que um exercício de posse, coisa de machos, mesmo que me suceda ainda acordar de noite com as costas molhadas, amordaçando um soluço, por sonhar que não é a minha cabeça que tens pousada nas pernas e que, mesmo assim, sorris com o teu sorriso breve enquanto afagas a cabeça desse que não sou eu."
Cartas perdidas
Há muito que não escrevo (directamente) para ti.
Hoje senti necessidade de o fazer. Não que não tivesse vontade antes. O medo ganhou. Das críticas. Das insinuações. Das repreensões. Hoje o medo não ganhou.
Porque me sinto muito feliz por te ouvir sorrir. Porque tenho que te dizer que, ao contrário do que pensas, a vontade de te ver é imensa! De receber um daqueles sorriso que te iluminam os olhos! Do teu corpo. De apertar suavente a roda comovente da tua cintura. Da altivez dos teus seios brancos. Dos nossos dois corpos enovelados De ir contigo à praia e ficar a ver como o sol te doura o corpo, satisfeito por poder comtemplar o torneado sublime das tuas formas. Como um só. Como ninguém. Como jamais senti. De embarcar no jogo apaixonante que começámos no mmomento em que finalmente os teus olhos se prenderam nos meus.
Sei bem que o silêncio da minha parte tem sido dominante na minha postura e que amar também é cumprir as cordialidades de discurso, de diálogo de circunstância. Porque nem a linguagem corporal posso expressar quando longe de ti.
Mas não estou distante do teu coração. Ou não estás distante do meu. Por mais que quisesse. Mas não quero.
Por isso prefiro que nos olhemos. Porque olhar-te, antes de te tocar, é sentir-te no coração. e os teus olhos são pautas da minha música.
E tantas amarguras por telefone me deixaram zangado. E não quero. E por isso não desejo mais do que te ver. Preciso olhar-te e nesse olhar, dizer-te todas as palavras que tenho que te dizer e que, se bem pensares nisso, não é mais do que dizemos em silêncio quando os nossos corpos se percorrem.
Por isso te digo até já. se o quiseres.
Beijo doce.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.
Hoje senti necessidade de o fazer. Não que não tivesse vontade antes. O medo ganhou. Das críticas. Das insinuações. Das repreensões. Hoje o medo não ganhou.
Porque me sinto muito feliz por te ouvir sorrir. Porque tenho que te dizer que, ao contrário do que pensas, a vontade de te ver é imensa! De receber um daqueles sorriso que te iluminam os olhos! Do teu corpo. De apertar suavente a roda comovente da tua cintura. Da altivez dos teus seios brancos. Dos nossos dois corpos enovelados De ir contigo à praia e ficar a ver como o sol te doura o corpo, satisfeito por poder comtemplar o torneado sublime das tuas formas. Como um só. Como ninguém. Como jamais senti. De embarcar no jogo apaixonante que começámos no mmomento em que finalmente os teus olhos se prenderam nos meus.
Sei bem que o silêncio da minha parte tem sido dominante na minha postura e que amar também é cumprir as cordialidades de discurso, de diálogo de circunstância. Porque nem a linguagem corporal posso expressar quando longe de ti.
Mas não estou distante do teu coração. Ou não estás distante do meu. Por mais que quisesse. Mas não quero.
Por isso prefiro que nos olhemos. Porque olhar-te, antes de te tocar, é sentir-te no coração. e os teus olhos são pautas da minha música.
E tantas amarguras por telefone me deixaram zangado. E não quero. E por isso não desejo mais do que te ver. Preciso olhar-te e nesse olhar, dizer-te todas as palavras que tenho que te dizer e que, se bem pensares nisso, não é mais do que dizemos em silêncio quando os nossos corpos se percorrem.
Por isso te digo até já. se o quiseres.
Beijo doce.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.
I carry your heart with me
I carry your heart with me (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere I go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
I fear no fate (for you are my fate,my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere I go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
I fear no fate (for you are my fate,my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
segunda-feira, setembro 26, 2011
Despedida...
"(...)e assim a trato, pela última vez, de meu querido amor da minha vida, sem desespero, sem violências passionais, sem a voz embargada, sem recriminaçÕes, sem pressÕes de qualquer espécie, exausto e sem quaisquer expectativas, mas com a total, desolada e solitária naturalidade de esse amor ter sido verdade, a verdade mais funda, mais abaladora,mais importante e mais decisiva da minha vida, e procurando
fazê-lo também sem saudades lancinantes, o que me está a custar os olhos da cara, não lho escondo."
Não me apagues do teu coração
Não tem sido nada fácil encontrar-te, apesar da tão pouca distância que nos separa…
Os meus erros sucedem-se, como se estupidamente de hábitos normais de tratassem. Mesmo contrariando aquilo que parece ser um mau presságio, queria que soubesses que tens tudo o que preciso para ser feliz…
Desde que te conheci, sou apenas um pouco de ti. Um pouco de ti que amo com toda força da minha alma. Um pouco de ti que é tudo para mim...
Sozinho dentro desta noite, assim como estive sozinho nesta tarde cheia de murmúrios e tristezas, porque não te tenho ao meu lado e não consigo esquecer os teus olhos tristes de desilusão….
Agora estou só... com a saudade… e eu não sabia que a saudade doía tanto. Olho para as estrelas e imploro que leve até ti esta saudade, para que sintas e também desejes estar nos meus braços.
Não há certezas de que as atitudes estúpidas que marcaram o nosso percurso não voltem a acontecer, mas há sentimentos que se mantêm e evidências que não consigo apagar. Querer-te para mim é, sem dúvida, a maior delas.
Sei que essa dor não é fácil de apagar, que não mereces sequer um pingo desse sofrimento… mas tudo farei para que o brilho dos teus olhos regresse, e o amor esqueça tudo o que de mau se passou…
Por isso te peço para não me apagares do teu coração.
De ti... para mim
Já passaram dias e dias desde que nos separámos, mas é como se já tivessem passado meses ou horas, não sei bem...
Desde que fiquei sem ti, mergulhei numa letargia surda, porque há dias que, simplesmente, não tenho mesmo forças para ver o mundo e viver nele... Deixo-me arrastar pela imposição da própria vida, mas sem qualquer vontade de fazer o que quer que for.
À noite, precisamente na hora em que a lua se impõe, não consigo adormecer na tua ausência e não deixo de me interrogar o que estarás a fazer... Para enganar a tristeza tenho lido vários livros (um deles que pretendi partilhar contigo) e tento viver a vida das personagens desses livros, porque a minha já não tem qualquer sentido! E, no momento, em que sou vencida pelo sono e as letras das histórias começam a ficar enevoadas, o meu pensamento viaja novamente até ti, sussurro baixinho “boa noite, Rxx Xxxxxx” e agarro-me à almofada, imaginando que os teus braços me envolvem num sono profundo...
Os mais diversos pensamentos invadem-me a cada instante... Penso que a distância talvez nos aproxime, como sempre faz às pessoas quando elas têm alguma coisa para dar uma à outra. Mas a verdade é a incerteza se me queres dar alguma coisa...
Mergulhei profundamente numa apatia, de forma voluntária, e só desta acordei nos dias em que os meus olhos encontraram novamente os teus, mas voltaste a repetir todas aquelas palavras, que tanto e sempre me magoaram... Às vezes, levanto os olhos e procuro os teus, na esperança que estes respondam ao meu sentimento mais íntimo, ecoando o que me vai no coração... Mas continuas indiferente a quase tudo, inexpugnável na tua auto-suficiência, justificada pela razão e por algumas ideias feitas, que o tempo e a vida se encarregarão, de um dia, de desfazer. Vives num egoísmo, muito próprio, que defendes como filosofia de vida e como bem mais precioso...
Sabes, custa-me aceitar que te tornaste num ser tão frio... porque já quase não reconheço aquele ser que me amou, com o corpo, o espírito e o coração. Vivi nesse coração, fiz parte desse estreito núcleo que te fez estremecer o sangue a ponto de o abrir... E, deve ser por isso que, quando o fechaste com a frieza de quereres seguir em frente, quase sem olhar para o que deixaste construído, à espera que as raízes se cortem ou voem como a inconsistência de uma brisa perdida, o estrondo ficou a ecoar dentro da minha cabeça, instalado em todos os meus sentidos, sem conseguir ainda perceber porquê.
Acordo todas as manhãs com este zumbido, cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável.
Eu nunca me deixei de levar por essa inevitabilidade, submetendo-me a tudo o que depois se seguiu e, continuei a nutrir por ti o amor de sempre. Um amor total, gratuito, espoliado, com o corpo, o pensamento e o coração. Um amor quase visceral, tão certo, tão evidente que nem por um instante, a partir do momento em que te afastaste, eu duvidei que estava ali a certeza, o sabor e a essência do amor.
Voltei a cair nos teus braços, numa proximidade quase irreal, como um sonho vivido, dissolvi-me no teu olhar e os nossos corpos encontraram a comunhão de tantas vezes. Senti a alquimia a crescer novamente, estremecendo-me a alma. Saboreei os teus regressos como momentos eternos e irrepetíveis...
Hoje, sou novamente inundada pelas lágrimas, que escorrem como um rio, esse “rio” da canção do Camané em que a mentira tem sabor de verdade, esse rio que corre para o mar e me faz viajar até ti!
Mas tu preferes viajar para longe de mim, correr num rio contrário que não tem como fim o mar, não tens a sede desse mesmo rio, feito das minhas lágrimas pela ausência dos lábios desse rio.
Queria tanto esquecer o teu cheiro, que ainda vive nas almofadas, as noites partilhadas e abraçadas, os teus olhos adoçados por um sentimento que não sei bem definir e o teu doce toque que me faz estremecer o corpo e deixar-me envolver em ti!!!
Estou cansada. Cansada e triste. Cansada de me sentir triste. Triste de me sentir assim. E o pior é que vivo há muito tempo nesta dor, na dor da tua ausência ainda que presente. Não sei quando, nem como vou conseguir libertar-me de ti e limpar-te da minha memória sem, contudo, te apagar do meu coração. Sei que tudo tem um fim e que o sofrimento também, mas neste momento só sei que não consigo viver sem ti... Se ao menos tivesse essa força, se ao menos pudesse esquecer-me de mim, porque só assim - penso eu, na minha viagem ao fundo da minha própria dor, para ver se a mato - conseguirei apaziguar-me dentro do meu peito e continuar a gostar de ti com a mesma doçura e encanto, como a primeira vez que os meus olhos te encontraram no silêncio, ao som do piano e no pôr-do-sol.
E, é nesse pôr-do-sol que tantas vezes te procuro, como te procuro nas nossas fotografias, no dicionário que me ofereceste, em todos os lugares repartidos – são sempre infinitas as formas que arranjamos para nos sentirmos perto daqueles que amamos. Por isso é que, no teu sono profundo, as minhas mãos procuraram guardar cada pedaço teu, enquanto te acariciava o rosto, os cabelos, a barba por fazer, as linhas suaves e fortes do teu corpo.
Desculpa, se ainda procuro um sinal ténue, mas persistente, que me revele que de alguma forma te manténs ligado a mim e que talvez ainda me ames e me queres...
Tu continuas a afirmar que o nosso amor vive na inviabilidade e na impossibilidade... Como se tu soubesses e tivesses acesso a verdades absolutas... A piada da vida está na tentativa e não na certeza de não tentar! Dizes “não tenho nada para te dar”, para me tentares convencer que devo prosseguir o meu caminho sem ti. Mas quando adormeces nos meus braços, e me prendes no teu corpo, nem imaginas o quanto me dás. Quando me olhas, como só tu me sabes olhar, quando me tocas como só tu sabes tocar, quando repartes comigo os teus pensamentos, a tua vida, as tuas músicas, o teu sorriso, nem imaginas o quanto me dás... E eu só queria isso...
Ainda assim, sei que preferes viver no individualismo, com a tua alma baseada na liberdade e eu entendo-te, sim, entendo-te! Pois essa alma já se fundiu com a minha e sempre que olho para o interior do meu ser, vejo-te lá e, por isso, é que eu te entendo!
Acredita, que tento todos os dias enchê-los sem ti, mas em vez disso, contemplo-os como se não fosse eu a vivê-los, na esperança que o tempo passe, sem eu mesma entender aonde é que ele me leva. Repito em surdina que tenho que aprender a viver sem ti, ou pelo menos aceitar isso. E vou ter que aprender a conjugar este último verbo em todos os tempos e modos, para aceitar que já me amaste, que nada é eterno e muda, que a vida é feita de momentos e que te devia estar grata por todo o amor que me deste, pela tua frontalidade e sinceridade. Aceitar a perda e ausência daquele que tanto amo... Amar alguém é deixá-lo partir, olhar o céu e ver na dança da lua um momento qualquer em que talvez voltes, sem nada pedir, nem nunca esperar.
Não posso deixar de te reviver na minha memória e sonhar que me abraças e me dás um daqueles beijos, pois, doutra forma, Rui, vou enlouquecer e esquecer o prazer que é sentir a leve brisa tocar nos fios do meu cabelo e o calor do sol aquecer o meu corpo.
Talvez um dia... um dia eu possa viver doutra forma. Talvez o tempo, a vida ou as circunstâncias da mesma me libertem de ti. Mas, neste preciso momento, prefiro viver assim, imaginando o teu regresso eterno e irrepetível, encolhendo os ombros à vida e fingindo que não desisto dela, numa esperança infindável.
Um beijo doce
domingo, setembro 25, 2011
Só demasiado tarde o começei a ler... sim...o Amor
o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
Etiquetas:
A Escuridão",
in "A Casa,
José Luís Peixoto
Oi Princesa….
Sinto tanto a tua falta que decidi passar perto da tua casa para tentar respirar um pouco mais a tua presença e assim enganar as saudades… ou então não, vim apenas tentar espreitar o teu dote (com ou sem farol) e imaginar longos passeios com a minha tinhosa ao lado a gritar: - “AI QUE MEEEDO!!!!”
A verdade é que este desabafo tem um propósito muito sério. Vou revelar-te um segredo: ESTOU COMPLETAMENTE APAIXONADO POR TI!
Não que esse estado de alma não me acompanhasse há já MUITO TEMPO, mais do que tu e eu imaginamos, mas a grande revelação(!!) concentra-se no facto de não ter mais receio desta condição, de assumir uma postura digna de quem quer partilhar os melhores e os piores momentos da vida ao lado de uma mulher FANTÁSTICA como tu! Nem sempre soube encarar e lidar com a situação da melhor maneira, mas prometo-te, uma vez mais, hoje e SEMPRE uma vontade imensa de AMAR cada pedacinho de ti, quer o sol brilhe ou o céu esteja “forrado”…
Quero sentir-te diariamente a meu lado, adormecer no teu corpo e amanhecer nos teus olhos…
A graça do teu sorriso,
Tua maneira de olhar,
Com carícia e com valor,
São tudo o que preciso
Para poder repousar
No porto do teu amor!
Era tudo isto e um pouco mais que queria desabar contigo, mas acima de tudo, estou LOUCO para te ABRAÇAR!!!
AMO-TE, tinhosa (da minha BIDA)
sexta-feira, setembro 23, 2011
Que parvo fui...
Lindo:
Eu sei que estás doente e, como tal, mal disposto! E, eu em vez de ajudar, ainda que fosse a minha intenção, não entendi a tua posição. Por isso te peço desculpa e apelo à tua compreensão. A verdade é que fui um pouco egoísta, pois queria a tua atenção, quando tu, estás mal e sem vontade de fazer nada. Peço perdão por te ter chateado... Tenta entender que tenho muitas saudades tuas e dos teus mimos...
Beijinhos doces
Meu Amor era de Noite
"É natural que, depois de eu ter ficado tanto tempo a desesperar-me e a pensar sozinho, me tenha decepcionado e amargurado ainda mais. e depois de três horas de viagem a remastigar a nossa vida, ainda é mais natural. e não queria magoá-la, meu querido amor da minha vida, mas tenho de dizer-lhe que vou começar hoje a despegá-la de mim, a descolá-la da minha alma, a arrancá-la de tudo aquilo que tenho sido nos últimos meses, depois de ter aguardado, por muito tempo, ao pé do telefone, horas, horas e mais horas terríveis, e em vão, um sinal seu, de desespero, de paixão, de ter mudado subitamente de ideias, sei lá, de querer vir-se embora.eu tê-la-ia ido buscar, ou teria ido ter consigo ao fim do mundo, não necessariamente com a veleidade de ficar junto de si, mas apenas para a mudar de lugar. bastava que me tivesse feito esse sinal, por mínimo, a qualquer hora do dia ou da noite. ainda esta noite. mas como ele não veio e, tudo ponderado, creio bem que, se algum viesse, não teria tido esse sentido, antes teriam sido sentimentos de piedade ou semelhantes a motivá-lo, acho que compreenderá que eu não aceito esmolas nem bons sentimentos "em vez de"
quinta-feira, setembro 22, 2011
Oi...
Porque é mesmo assim. Porque preciso conversar comigo, mas também contigo para esta mágoa que me consome se transforme em resignação, em aceitação, calma... Que se apague a tristeza da memória.
Mas que jamais se esqueça o que fomos. Jamais se confunda o aroma da tua pele antes do primeiro beijo que trocámos naquela sala. Que nunca se apague o brilho no nosso olhar quando hesitámos um amor tão intenso que não irei igualar a não ser contigo.
Mas que jamais se esqueça o que fomos. Jamais se confunda o aroma da tua pele antes do primeiro beijo que trocámos naquela sala. Que nunca se apague o brilho no nosso olhar quando hesitámos um amor tão intenso que não irei igualar a não ser contigo.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Por mim.
Hoje finalmente tenho coragem para escrever. Há muito que o reprimo. Como os pensamentos, pesados e tristes que me invadem sempre que paro num sinal vermelho. Em tudo há pedaços teus. Na roupa que uso, nas estradas que corro, no mar que mergulho. Em tudo há memórias de nós. E é esse agridoce de sensações que não me deixa partir.
Li-o hoje... e pensei em ti...
"O teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são fortes e robustas, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre o odor a maresia.
entro nos corredores da vida para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim."
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são fortes e robustas, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre o odor a maresia.
entro nos corredores da vida para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim."
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