Ainda não me contenho na imensa energia que veio daquele telefone, do ritmo do meu coração a bater forte na fraca probabilidade de ouvir a tua voz.
Na verdade, só posso corroborar na tua teoria, manter-me atado perante a gravidade dos meus atos. Não me disseste nada que não comprove todos os dias, na letargia e infelicidade que mergulho quando paro e penso em nós.
Agora nem posso remediar. Mas posso desejar-te o melhor do mundo, com a humildade que nunca me caracterizou, com a franqueza que nunca tive, com o amor que tão cegamente abandonei, desclassifiquei.
Mas o realmente me deixou triste foi o facto de mencionares que nunca mais me irias ver.
Confesso que não te procurei, por ser essa mesmo a tua vontade, mas quando te vi, num acaso, ao longe, a sorrir para uns amigos, foi o melhor dia das minhas férias.
Sequer imaginar que não posso admirar-te, vislumbrar no brilho dos teus olhos o calor do teu coração... é sem dúvida o pior cenário do mundo.
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