Hoje vi-te. não só nos meus sonhos, nem sempre clarividentes e marcados pela dor. Hoje vi-te de outra forma. precisei ver-te. Olhar para ti. Ter-te à minha frente. Os teus olhos doces e meigos. Aqueles que me apaixonaram no primeiro instante. E por isso dedico-te este poema de um autor que bem conheces, num estilo bem diferente mas igualmente fantástico... este poema tem o teu nome. És linda.
Estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
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