Pensei que já tinha chorado tudo. Hoje chorei mais. Ontem também. E sempre. No que leio, no que oiço, Nas cartas que trocámos. Nas músicas que embalámos. Fez-me bem. Faz-me mal. Por todas as vezes que o devia ter feito. Talvez pudesse ter sido uma forma de acordar para o que aconteceu a nós. Agora... Pouco ou nada importa. também não é sobre isso que te escrevo.
Não foram saudades. Só. Se assim fosse, ter-te-ia ligado todos os dias. Porque todos os dias converso comigo. E contigo também. Como uma oração diária que me ajuda a enfrentar o dia. E te peço desculpa. Não peço perdão. Porque sei que é impossível.
Hoje respondo ao email, porque não posso falar-te ao vivo e cores. De como quando os teus olhos cruzaram com os meus. De quando me entregaste o coração pelas tuas mãos, pelos teus olhos. E aceitei sem saber que guardava o tesouro mais valioso e poderoso do Mundo, sem imaginar que podia ser o homem mais feliz. Nas tuas mãos. No teu corpo. Nos teus olhos. No teu abraço. O teu cheiro.
E como a minha presença na tua vida foi marcada por tanta coisa má, não quero, não posso, prometi a mim mesmo que NUNCA mais faria nada que te pudesse prejudicar, tenho que terminar com uma banda que marcava ( cataclismicamente, comicamente até) as nossas viagens de carro, as nossas loucuras, os nossos momentos felizes a dois, apesar de tu não gostares nada, a verdade é que me transporta sempre para o teu sorriso, a nossa luta em mudar de estação de rádio e loucas divagações que trocámos, só por estarmos distraídos. Quando ainda era AMOR. do bom.
E porque é de felicidade que quero que a tua vida seja preenchida, fica com a memória.. só de coisas boas.E que sorrias como estou a fazer neste momento ao recordar. Ou não recordes mais. Mas sorri sempre.
Para que o teu coração saiba enfrentar a vida com a cor, com o sabor que apaixona no primeiro instante.
UM ABRAÇO. FORTE. Sincero
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