segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Há dias assim.

Há dias assim.
Em que me apetece adormecer no teu leito. Sentir os teus dedos a entrelaçarem-se nos meus, como se de uma ordem se tratasse, porque não consegues pousar de outra forma. As curvas do teu corpo delgado a procurarem o meu, porque não funcionamos senão encaixados, contigo a puxar-me para ti, a empurrar-me com o corpo, a fazer-me cócegas com o cabelo longo, a afastar-me por causa da respiração no teu pescoço que beijo docemente...
E depois caímos. Seguro-te. Onde puder. Onde conseguir. Tento não te perder de vista.
Acordo e já desapareceste. Fico (AINDA) com o teu cheiro.

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