Com o tempo aprendemos a esquecer coisas.
A deixar para trás os pormenores mais penosos ou as preocupações quotidianas que antes, faziam questão de nos massacrar, roer a paciência ou tirar horas de sono.
Hoje ignoro aquela dor que me consome porque preferes o lado direito da cama e eu tenho que dormir abraçado a ti. Mas não esqueço o prazer de dormir a teu lado.
Hoje encaro uns dias de gripe com tanta naturalidade até que a febre me faço delirar, mas não esqueço os dias de cama e mimos e o prazer de transpirar no teu corpo quando o amor era cura para tudo.
Hoje descuro o culto do corpo, do espelho que tanto adoras e os pormenores estéticos que não me deixam caber na roupa que me ofereceste, mas não esqueço os momentos que me permitiam partilhar o teu espaço, passear ao teu lado, brilhar na tua presença porque só precisava dos teus olhos para me sentir feliz.
Hoje já não gosto de sair à noite, porque só o fazia para te sentir poderosa, numa pista de dança. no riso, sob o poder do álcool ou da loucura natural que emanas do corpo e da alma. Mas não esqueço de defender a minha dama com unhas e dentes, proteger o meu tesouro, porque me roía sempre que um ou outra (sim...outra), se insinuava perante essa presença que ninguém consegui ignorar.
Com o tempo aprendemos a esquecer muita coisa.
Mas não quero deixar-te sair do meu coração.
Hoje já não gosto de sair à noite, porque só o fazia para te sentir poderosa, numa pista de dança. no riso, sob o poder do álcool ou da loucura natural que emanas do corpo e da alma. Mas não esqueço de defender a minha dama com unhas e dentes, proteger o meu tesouro, porque me roía sempre que um ou outra (sim...outra), se insinuava perante essa presença que ninguém consegui ignorar.
Com o tempo aprendemos a esquecer muita coisa.
Mas não quero deixar-te sair do meu coração.
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