Recordo sempre os objectos que deixaste à minha guarda quando o amor era palavra de ordem e vida quotidiana sabia a flores e a mar.
Alguns desses objectos transportam-me numa nostalgia quase crónica, de alegria, mas também de uma dor que não consigo abafar nem nas palavras nem nas lágrimas que hoje sangro por te perder.
Alguns desses objectos transportam-me numa nostalgia quase crónica, de alegria, mas também de uma dor que não consigo abafar nem nas palavras nem nas lágrimas que hoje sangro por te perder.
Viajo na tua roupa íntima, recordo o talismã que ficava pendurado na manete de velocidades do carro, do porta-chaves que me ofereceste para usar na mala do computador, do girassol que iluminava a nossa sala de amor, dos livros que rabiscaste e que preencheste com a tua alma nua ao libertares a tua alma, despida de preconceitos, quando respiravas o Amor e reclamavas legítima atenção... ou do porta retratos com a fotografia em que escondes o cigarro, mas revelas o sorriso e a felicidade para o fotógrafo , porque o amor renascia em cada hora.
Guardo estas e tantas outras memórias nos objectos,porque não consigo manter o corpo são e a alma sóbria na tua ausência.
Guardo-te.
Mas não consigo prender-te.
Amo-te.
E não consegui tantas vezes dizer-to.
Guardo-te.
Mas não consigo prender-te.
Amo-te.
E não consegui tantas vezes dizer-to.
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