Fiquei a pensar na nossa conversa. Na tua revolta. Na amargura que hoje não é dirigida para mim nem contra mim ou tão pouco por minha causa. E isso é bom. Pior é sentir que nessa voz carregada de mágoas, a esperança está a desaparecer. E não posso afagar com mimos e beijos e abraços. Não que isso resolvesse, mas acredito que podia estancar algumas das feridas que hoje e sempre se vão abrindo.
Está um frio daqueles, o temporal instala-se na ilha e dessa lado também. Estás longe de quem amas, ou do amor, do conforto, do aconchegante, do teu habitat natural, não tens certezas e nada é garantido.
Às vezes não sabes, que podes demorar para saber, que o dia amanhã ainda vem longe e que nem sempre quem espera alcança.
A vida muitas vezes troca-nos as voltas.
Quando menos esperas dá nós cegos. Ou vai desencruzilhar um fio para voltar a cruzar outro e e vida continua.
E o tempo que pedimos, o espaço que lutamos,escapa entre os dedos e o tempo não passa de uma grande armadilha que voltou para nos atormentar, para nos fazer repensar, para acima de tudo para viver e reviver. Sempre da melhor forma possível.
Esquece o que mais ou menos queres, o que podes, o que tens, o que mereces, o que te prometem, o que dás.
Esquece tudo com a serenidade que sei não ser a tua melhor qualidade. Mas tenta. Acho mesmo que devias tentar.
Só para te lembrares que o mais importante da vida já tens. É teu. Tão teu. Só teu.
Porque o coração que te trará sempre as dúvidas,preocupações ou incertezas, algumas amarguras... também te trará em dobro a felicidade. O carinho. Amor.
Que um coração bom tem por direito.
É teu. Está guardado. E não tardará a chegar.
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