Impetuoso, o teu corpo é como um rio onde o meu se perde. Se escuto, só oiço o teu rumor. De mim, nem o sinal mais breve. Imagem dos gestos que tracei, irrompe puro e completo. Por isso, rio foi o nome que lhe dei. E nele o céu fica mais perto. E.A.
segunda-feira, setembro 30, 2013
sexta-feira, setembro 27, 2013
"Poderia ter escrito a tremer de respirares tão longe
Ter escrito com o sangue.
Também poderia ter escrito as visões
Se os olhos divididos em partes não sobrassem
No vazio de ceguez
E luz.
Poderia ter escrito o que sei
Do futuro e de ti
E de ter visto o deserto
O silêncio, o fogo e o dilúvio.
De dormir cheio de sede e poderia
Escrever
O interior do repouso
E ser faúlha onde a morte vive
E a vida rompe.
E poderia ter escrito o meu nome no teu nome
Porque me alimento da tua boca
E na palavra me sustento em ti."
quinta-feira, setembro 26, 2013
Grito surdo.
Há coisas que nunca mudam.
Desculpa. Pela milésima vez.
Acabo sempre por esquecer todas as promessas para me afastar de ti, para te deixar viver a vida, para só sonhar contigo.
De repente, num acto de loucura, não consigo controlar as acções.
É um grito surdo que tento calar.
Trago teu fado guardado
Trago teu fado guardado
dentro do meu coração
Hei-de cantá-lo de noite e,
na hora mais sombria,
Trago teu fado guardado
dentro do meu coração
Hei-de cantá-lo ao vento,
como se este meu lamento
fosse a voz da solidão
Trago o teu fado marcado
nas profundezas da alma
Hei-de chorá-lo sozinho,
cantando pelo caminho,
A toda a gente que passa
Trago o teu fado escrito
no brilho do meu olhar
Hei-de cantá-lo para sempre,
mesmo sabendo-te ausente,
Porque nasci para te amar.
quarta-feira, setembro 25, 2013
Não consigo respirar.
Hoje vi-te. Senti-te. Acordei em delírios de beijos e não resisti a prolongar o sono, para que o sonho não fugisse e os teus braços finos continuassem entrelaçados em nós.
Depois da imaginação, não resisti à cobiça e recorri inevitavelmente à memória dos "posts" que nem sempre tenho oportunidade de espreitar nas redes sociais, mas fujo por me fazerem tão deliciosamente mal.
Não consigo respirar.
Pessoas como tu
São as pessoas como tu que fazem com que o nada queira dizer-nos algo, as coisas vulgares se tornem coisas importantes e as preocupações maiores sejam de facto mais pequenas. São as pessoas como tu que dão outra dimensão aos dias, transformando a chuva em delirante orvalho e fazendo do inverno uma estação de rosas rubras.
As pessoas como tu possuem não uma, mas todas as vidas. Pessoas que amam e se entregam porque amar é também partilhar as mãos e o corpo. Pessoas que nos escutam e nos beijam e sabem transformar o cansaço numa esperança aliciante, tocando-nos o rosto com dedos de água pura, soltando-nos os cabelos com a leveza do pássaro ou a firmeza da flecha. São as pessoas como tu que nos respiram e nos fazem inspirar com elas o azul que há no dorso das manhãs, e nos estendem os braços e nos apertam até sentirmos o coração transformar o peito numa música infinita. São as pessoas como tu que não nos pedem nada mas têm sempre tudo para dar, e que fazem de nós nem ícaros nem prisioneiros, mas homens e mulheres com a estatura da vida, capazes da beleza e da justiça, do sofrimento e do amor. São as pessoas como tu que, interrogando-nos, se interrogam, e encontram a resposta para todas as perguntas nos nossos olhos e no nosso coração. As pessoas que por toda a parte deixam uma flor para que ela possa levar beleza e ternura a outras mãos. Essas pessoas que estão sempre ao nosso lado para nos ensinar em todos os momentos, ou em qualquer momento, a não sentir o medo, a reparar num gesto, a escutar um violino. São as pessoas como tu que ajudam a transformar o mundo.
segunda-feira, setembro 23, 2013
Meses depois de uma longa ausência da blogosfera, precisei voltar.
Não. Não confundas.
Do anonimato literário, dos recados em surdina ou múltiplas interpretações e inferências, não guardo qualquer saudade.
Mas é uma boa desculpa para voltar a conversar contigo, ou escrever de e para ti.
O meu coração já não aguentava tanta ausência.
Preciso libertar esta tristeza, alegria, euforia ou revolta, para que o castigo da tua ausência seja menos penoso.
Preciso afirmar que te amo.
Não. Não confundas.
Do anonimato literário, dos recados em surdina ou múltiplas interpretações e inferências, não guardo qualquer saudade.
Mas é uma boa desculpa para voltar a conversar contigo, ou escrever de e para ti.
O meu coração já não aguentava tanta ausência.
Preciso libertar esta tristeza, alegria, euforia ou revolta, para que o castigo da tua ausência seja menos penoso.
Preciso afirmar que te amo.
Eco da desilusão
Um murmúrio, um suspiro
Respiração ensaiada nas linhas do desejo
Um som, uma batida ritmada
Música ensaiada nas notas da vontade
Uma vez, outra vez, bis
Claves numa pauta resgatada aos sons do que anseio
Sonhos, esperanças, promessas
Falsos profetas que nos mostram ao espelho
E nos vemos
Ofegantes, rasgados e nus
Desafinados na volta da alma
E depois descansam...E suspiram...
E ensaiam a revolta
E enchem o peito de ar
"Nunca mais! Nunca mais!"
Mas a âncora prende-os ao chão...
Agitam-se, revoltam-se e gritam
Mas a âncora prende-os ao chão...
A revolta é gaivota que passa no ar...
E o grito só faz eco...da desilusão.
Respiração ensaiada nas linhas do desejo
Um som, uma batida ritmada
Música ensaiada nas notas da vontade
Uma vez, outra vez, bis
Claves numa pauta resgatada aos sons do que anseio
Sonhos, esperanças, promessas
Falsos profetas que nos mostram ao espelho
E nos vemos
Ofegantes, rasgados e nus
Desafinados na volta da alma
E depois descansam...E suspiram...
E ensaiam a revolta
E enchem o peito de ar
"Nunca mais! Nunca mais!"
Mas a âncora prende-os ao chão...
Agitam-se, revoltam-se e gritam
Mas a âncora prende-os ao chão...
A revolta é gaivota que passa no ar...
E o grito só faz eco...da desilusão.
terça-feira, setembro 10, 2013
Estás. Sempre aqui.
Hoje reencontrei uma menina muito simpática que conheci pouco antes das férias, amiga de amigos, conhecida de alguns. Não mais conversei com ela depois disso, mas acabei por vê-la novamente hoje e despejar banalidades do quotidiano.
Ainda assim, da soma destes dois casuais encontros, faz parte do grupo de pessoas com quem conversamos durante longos minutos ou até horas, sem necessariamente sentirmos o tempo passar.
Há muito que não encontrava empatia. Só posso apelidar assim.
Tal como da primeira vez que a vi, voltei a sonhar intensivamente contigo. Sim. Contigo. A alegria do sonho em que depois dos obstáculos, lutas, guerras, te consigo abraçar.
A desilusão do despertar. Dela, do encontro casual, só restou empatia. Uma breve lembrança.
De ti, o aperto no coração de não ouvir mais a tua voz.
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