Se for possível amar alguém apaixonadamente, mesmo que só uma
pessoa, então a vida tem salvação. Ainda que não seja possível reunirmo- nos com a tal pessoa.
Impetuoso, o teu corpo é como um rio onde o meu se perde. Se escuto, só oiço o teu rumor. De mim, nem o sinal mais breve. Imagem dos gestos que tracei, irrompe puro e completo. Por isso, rio foi o nome que lhe dei. E nele o céu fica mais perto. E.A.
domingo, agosto 31, 2014
sexta-feira, agosto 29, 2014
Universo paralelo.
Quando criei este "universo paralelo" para poder viver comigo e contigo, não pensei claramente nas consequências desta duplicidade.
Hoje transporto-me nos corredores da memória, com os teus olhos a guiarem o caminho, como que de um antídoto para esta saudade que me corre no sangue e que magoa em tantas pontes e caminhos.
Regresso ao presente, para tentar equilibrar a balança e usufruir da constatação da realidade, das pessoas, cheiros e palatos.
Embarco imediatamente no futuro, quase não consigo estabilizar as transições de estados e já estou a imaginar-te aqui, ao meu lado, a beber um café ou a gozar com o transeunte que transporta um cão engraçado.
Imagino-te. De mãos dadas. Como é possível ter tido os teus braços tão perto e agora conjecturar encontrar-te num póstumo, impossível futuro?
Como, diz-me como viver na tua omnipresença..
Diz-me. Como matar esta saudade.
Será que tenho que morrer também?
A felicidade que quero acreditar e que vive só no meu peito e no nosso abraço, açambarcou todas as memórias.
A fita do nosso filme, que rebobino vezes sem conta, ou gravo por cima em sonhos, está a deixar-me cada vez mais angustiado.
Bem sei que te prometi distância. E encontrarei solução. Coragem. Talvez aquela que sempre deveria ter demonstrado.
Mas estás cada vez mais perto.
Aqui.
quarta-feira, agosto 27, 2014
Boa noite.
Não consigo parar de te olhar.
Dos melhores exercícios matinais, escolho um "best of" dos retratos que durante anos recolhi (ainda o faço mesmo que o fotógrafo não seja eu), coloco no ambiente de trabalho e visito frequentemente, como forma de inspiração para o dia e trabalho que teima em passar.
Às vezes apenas um instante, outras no ritmo de um pensativo café, penso-te na saudade e imagino-te os traços, as rugas de expressão, o sorriso moldado pelos ferrinhos e arames coloridos, a pele bronzeada pela estação do ano.
Saudades tuas Tinhosa.
Boa noite.
Saudades brutas.
Todos os dias são desgastantes na tua ausência.
Já to repeti por vários textos e deambulações que, mesmo no ócio dos dias que hoje termino, me sinto cansado de tanto te procurar nas ruas das cidades que vagueio.
Hoje estou especialmente frustrado. Zangado até. Nunca contigo, claro.
Os sonhos ( que nem todos os dias procuro porque o cansaço apodera-se na manhã e não consigo trabalhar), estão cada vez mais intensos, reais.
Nem sempre pelo melhor motivo.
Como escrevia, sonhei que encontrava, acompanhada de um idiota, por sinal uma figura famosa do panorama Regional e até Nacional, mas que nem por isso deixa de pertencer à classe execrável das pessoas que odeio.
No sonho, sempre no sonho, torno-me violento em actos e pensamentos. Reajo na tua procura. Agarro-te para te tirar das mãos do "tirano".
Arranco-te um abraço de braços e beijos.
Tudo com uma violência subliminar, quase imperceptível, mas reveladora de uma natureza quase bélica que só descobri contigo.
Assim na vida me tivesse comportado. Assim no amor que tivesse revelado. Assim não estaria a escrever de ti. Mas para ti.
Saudades.
Brutas.
Te amo.
terça-feira, agosto 26, 2014
Estás em todo o lado.
Algures no "melting pot" que por estes dias os turistas transformam as cidades, procuro-te com mais afinco do que o património natural ou as megalómanas construções que o Homem insistiu em erguer.
No roteiro que sigo despreocupado, concentro-me na possibilidade de te ter ao meu lado, a comentar os cheiros e os sons.
Parei aqui.
Perdi-me de tanto te querer encontrar.
segunda-feira, agosto 25, 2014
Aniversário.
A tua voz provocou tanta turbulência e tanta tranquilidade, que ainda não consigo explicar tanto antagonismo.
Como se depois do tsunami, a calma regressasse, levando-te para ainda mais longe.
Estou numa roda vive de emoções.
Estou tão triste. A morrer de saudades.
Tão feliz porque ainda ecoas no coração.
Passei anos a pedi-la.
Foi definitivamente o melhor presente de aniversário.
Te amo.
Sempre.
quinta-feira, agosto 14, 2014
He gave all his heart and lost.
Never give all the heart, for love
Will hardly seem worth thinking of
To passionate women if it seem
Certain, and they never dream
That it fades out from kiss to kiss;
For everything that's lovely is
But a brief, dreamy, kind delight.
O never give the heart outright,
For they, for all smooth lips can say,
Have given their hearts up to the play.
And who could play it well enough
If deaf and dumb and blind with love?
He that made this knows all the cost,
For he gave all his heart and lost.
Will hardly seem worth thinking of
To passionate women if it seem
Certain, and they never dream
That it fades out from kiss to kiss;
For everything that's lovely is
But a brief, dreamy, kind delight.
O never give the heart outright,
For they, for all smooth lips can say,
Have given their hearts up to the play.
And who could play it well enough
If deaf and dumb and blind with love?
He that made this knows all the cost,
For he gave all his heart and lost.
quarta-feira, agosto 13, 2014
Até já.
Desespero por te encontrar.
Vou cometer uma pequena mas arriscada atitude.
Não consigo mais Tinhosa.
Beijo.
Te amo.
Até já.
terça-feira, agosto 12, 2014
Em sobressalto.
A morrer na saudade de te ver apenas ( como posso pedir mais...), vou ao último sítio onde encontrei o teu sorriso.
Não, não foi para mim que esboçaste esse sorriso que hoje teimas em não revelar em nenhuma fotografia. Mas foi lá , no meio da pacatez do campo bem perto de casa que, naquele festival com nome estrangeiro, te pude admirar em trajes hippies.
Não faço a mínima ideia onde te encontras. Não vigiei nem procurei.
Assim o coração em sobressalto, consegue viver na expectativa de te ver.
Te amo.
quinta-feira, agosto 07, 2014
terça-feira, agosto 05, 2014
Medo.
Tenho medo de perder a maravilha
de teus olhos de estátua e aquele acento
que de noite me imprime em plena face
de teu alento a solitária rosa.
Tenho pena de ser nesta ribeira
tronco sem ramos; e o que mais eu sinto
é não ter a flor, polpa, ou argila
para o gusano do meu sofrimento.
Se és o tesouro meu que oculto tenho
se és minha cruz e minha dor molhada,
se de teu senhorio sou o cão,
não me deixes perder o que ganhei
e as águas decora de teu rio
com as folhas do meu outono esquivo.
Etiquetas:
Federico García Lorca,
in 'Poemas Esparsos'
segunda-feira, agosto 04, 2014
Alma velha.
Não. Não me esqueci de escrever para nós.
A proximidade geográfica é exponencialmente maior, pelo que me sinto tentado a procurar-te em cada recanto deste rectângulo, nos lugares onde (também) fomos felizes.
Hoje fui procurar-te nos locais que nós fizeram aproximar. Na paisagem da memória que as alterações temporais finjo não perceber.
À vista, como no coração, percorri os trilhos dos abraços e beijos que trocámos, por entre locais que ficaram sempre parados no tempo desta alma velha de saudade.
Por ironia do destino, ou quem sabe por algo mais que tantas vezes quero acreditar, recebi uma mensagem tua.
O presente e o passado voltaram a cruzar-se. Continuo sem saber em qual dos dois quero viver.
sexta-feira, agosto 01, 2014
Por inteiro.
De todas as músicas, poesia, filmes, literatura ou peças de teatro, apenas posso tirar sempre metade.
Um excerto, uma frase, uma porção ou parte da fotografia ou do diálogo daquelas actores que sempre nos transportam para dentro de Nós.
Na nossa vida a dois, quase tudo foi feito por metades.
Quero-te tanto completa, na plenitude.
Saudades. Te amo.
Um excerto, uma frase, uma porção ou parte da fotografia ou do diálogo daquelas actores que sempre nos transportam para dentro de Nós.
Na nossa vida a dois, quase tudo foi feito por metades.
Quero-te tanto completa, na plenitude.
Saudades. Te amo.
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