sábado, novembro 29, 2014

Sempre.

Tem sido uma constante todas as noites.
Varia o chá, ou o tinto que hoje, por exemplo, uso como companhia.
Desta janela, em forma de marquise (como se diz na tua terra), sem vista para nenhum local privilegiado ou até mesmo inspirador,  aguardo pelo cansaço, fazendo memórias a somar e alegrias no presente a diminuir.
Procuro não estar só, mas nunca me senti tão vazio. 
Confesso não saber se estarei melhor na agressividade dos ambientes nocturnos e boémios, ou nesta absurda condição de exilado, com um copo e um cigarro na mão, sem o contraditório, nem ninguém para refutar esta triste realidade que é a tua ausência.
Viver do pretérito, sonhar de noite e sobreviver de dia, tem sido uma estranha forma de auto- conciliação, que não sei quanto tempo mais irei aguentar.
Sei que te amo.
Em toda a minha realidade. 
Vivida. Sonhada. Recordada. Desejada.
Prometo cuidar-te.
Sempre.

sexta-feira, novembro 28, 2014

Dizer-te.

Mata-me a fome só para saberes que sou insaciável, queria tanto dizer-te assim o que te quero, mas existe o pudor, o medo, a vergonha, essas coisas todas,(...)

quinta-feira, novembro 27, 2014

Para mim.

Bem sei.
Do fim de semana ocupado.
Das visitas.
Do mercado.
Do descanso.

E depois?
Sobrou?
Um pouco?
Fico com o resto.
Basta?
Para mim é tudo.

Tinhosa.
És mesmo Tinhosa.
Saudades.

quarta-feira, novembro 26, 2014

A precisar de ti.

Impaciente.
Desnorteado.
Estou mesmo zangado.
Furioso.
Quase desesperado.
Saudoso.

Só.
A precisar de ti.

terça-feira, novembro 25, 2014

Não basta.

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Estou.


É isso aí! Em português com açúcar e umas expressões...meio esquisitas.
Mas é tudo isso. E mais ainda.
A chuva foi-se mas os dias continuam cinzentos, a aguardar um sinal teu.


"Tô com saudade dela – Porque há amores que nunca se vão.
A verdade é que tá foda. Ontem descobri que o amor da minha vida encontrou o amor da vida dela. Quando vieram os papos de aliança dourada, eu quis desconversar, mas não teve jeito, meus amigos disseram alto: ‘Esquece de vez. Ela vai casar’.

Palavra não é revólver, mas mata tanto quanto. Não sejamos hipócritas, o sorriso de quem a gente ama também nos deixa destruídos no canto. Basta que não tenha sido ao nosso lado que os lábios, felizes, se abriram. E não entro em exageros de depressão e o caralho que for. Falo de perder o chão, as estribeiras, entender o que é dor.

Depois da notícia busquei meu altar e sequei duas garrafas de whisky. Não encontrei alívio algum. Escutei dez ou cem músicas de fossa. Nenhuma pareceu dizer o que eu queria dizer, o que eu queria escrever, o que meu coração precisava gritar.

Se eu começar a falar de sexo, aí é que a coisa fica feia. Ela transformou um menino em homem. Me dizia o que queria e como queria. Me ensinou o que a língua faz enquanto as mãos podem estar na nuca ou dando tapas de amor. Ela é dessas que não tem pudor. Faz do sexo o templo sagrado que deve ser. Seu limite é o gemido alto, o entorno é só um detalhe. De fantasias mil, eu já tive ao meu lado a mulher mais safada e independente que já se viu; e se verá.

Foi tanta coisa ao lado dela que minha cabeça me trai: começo a achar impossível alguém preencher todo o vão que ficou na partida. A gente já jogou bola na praia; eu – sem ciúme – já incentivei ela a diminuir a saia. A gente já tomou cerveja no gargalo; também fomos juntos conhecer o Brasil de carro. Ela nunca fez teatro, mas numa das nossas viagens encenou que morreu. Nunca vi aquela filha da puta rir tanto como quando eu gritei: ‘Pelo amor de deus, amor: acorda! Puta que o pariu, acorda!’

Falo por mim: ela é dessas que você dá corda à partir de um só sorriso. Joga o cabelo pro lado e te pede o isqueiro. Quando você menos percebe, daria o mundo inteiro para mais cinco minutos ouvindo cada palavra que sai daquela boca. Ainda não sei se aquela área de fumantes fez parte do melhor ou o pior dia da minha vida. Ainda não sei o que vale a pena nessa vida. Porque nos apresentar pessoas tão distintas e marcantes se logo depois vai nos tirar à força? Talvez eu ainda precise entender que felicidade é o beijo que se dá no presente, não planos de futurismos baratos.

Todos os dias eu ainda lembro que ela é do tipo que inspira só por respirar. Cujas palavras formavam frases que me queimavam o juízo. Dessas que têm no cabelo o cheiro que eu queria sentir ao deitar. A pele que eu queria sentir com a palma da alma quando acordasse. A voz, meu Deus, dessas que eu queria guardar e fazer música dentro de mim. Ela é assim: linda. E sobrava tanto que quando eu encostava nela, me sentia lindo também. E aqui falo de beleza que sai dos poros, não nas capas. Ela era justa. Podia gritar, podia chorar, podia implicar; mas eu morreria ao lado de uma justa. Só que não deu. Num desses dias esquisitos, sumimos. Ela foi pra lá. E eu vim parar aqui.

Tô com saudade dela."

sexta-feira, novembro 21, 2014

Pijama.

Ontem foi mais um dia de comédia e autêntica confusão, com o circo montado e toda a gente a trabalhar... de pijama.
Fui ao fundo do baú e encontrei o único pijama meu, apesar de o teres usado bem mais vezes, nas noites em que (ainda) fugias para os meu braços.
Desde crianças a adultos, ontem cansei de ver tanta gente com dresscode do sono, mas a verdade é que só lembrava de ti.

Não consigo encontrar mais ninguém que fique sexy... de pijama! Bem sabes que não sou nada fã da indumentária, mas nessa alma, o corpo veste bem com tudo.
Até comigo.
Beijo.
Sonolento.

quinta-feira, novembro 20, 2014

Não tenhas medo do passado.

Não tenhas medo do passado. Se as pessoas te disserem que ele é irrevogável, não acredites nelas. O passado, o presente e o futuro não são mais do que um momento na perspectiva de Deus, a perspectiva na qual deveríamos tentar viver. O tempo e o espaço, a sucessão e a extensão, são meras condições acidentais do pensamento. A imaginação pode transcendê-las, e mais, numa esfera livre de existências ideais. Também as coisas são na sua essência aquilo em que decidimos torná-las. Uma coisa é segundo o modo como olhamos para ela.

terça-feira, novembro 18, 2014

Voz.

Uma chuva de memórias e saudade invadiram o sono na noite passada.
Não consigo recordar com clareza.
A tua voz ainda ecoa no peito.
Obrigado.

segunda-feira, novembro 17, 2014

Bica.

És a minha bica. Café. Simbalino.
Tens efectivamente o poder de me acelerares e tranquilizares simultaneamente.
É estranho.
Sempre foi.
O nosso amor.
Mas nem por isso tem que gerar controvérsias ou complicações.
Foi um mimo.
Uma doce lembrança.
Um presente. Que pertence ao pretérito.
Mas que marca o agora.
Não te zangues por isso.
A tua voz.
Foi tudo.
Tão bom.
Aproveita.
Cada gole.
Encorpado.
No palato.
No coração.

Chuva.

Chuva. Muita.
Frio. Já te esperava.
Não quero ir trabalhar.

Tenho tantas saudades tuas.
És linda.

sexta-feira, novembro 14, 2014

Morno.

Tinhosa, chega mais um fim de semana, mas por todos os motivos e mais alguns, ainda bem que os papás cá estão para me fazer companhia e distrair dos pensamentos mais saudosos.
Espero que vás até à terra da parolage e usufruas do mimo que deixei para ti, junto à lareira.
Apesar do bom tempo que ainda impera na ilha, o coração está sempre morno, na iminência da tua palavra, da tua voz.
Isso (quase) basta. 

quinta-feira, novembro 13, 2014

Amanhã.

o que vamos fazer amanhã
neste caso de amor desesperado?
ouvir música romântica
ou trepar pelas paredes acima?
amarfanhar-nos numa cadeira
ou ficar fixamente diante
de um copo de vinho ou de uma ravina?

o que vamos fazer amanhã
que não seja um ajuste de contas?
o que vamos fazer amanhã
do que mais se sonhou ou morreu?
numa esquina talvez te atropelem,
num relvado talvez me fuzilem
o teu corpo talvez seja meu,
mas que vamos fazer amanhã
entre as árvores e a solidão?

terça-feira, novembro 11, 2014

Sintonia.

Parece que a sintonia existe.
Mesmo desligando o telefone dessa forma tão brusca, mais uma característica da Tinhosa, foi fantástico o "timing" da tua voz no meu ouvido.
Obrigado.
Beijo.
Abraço.

10 anos.

Quinta-feira. 11 de Novembro de 2004. 
Uma década desde o dia em que te vi.
Mesmo sem conversar contigo, bastou observar-te, ao longe, para perceber que a forma como via e sentia, iria mudar significativamente.
Conhecer-te foi a maior e melhor surpresa da minha vida.
Sem mais inspecções ou indagações sobre o nosso pretérito, fica um imenso abraço e uma nota de agradecimento muito sentido, por teres partilhado um pedaço teu, comigo.

Estás sempre no meu coração.

quinta-feira, novembro 06, 2014

O coração apanha sempre.

"Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem."

quarta-feira, novembro 05, 2014

Tentar.

Nem sei se devia.
Claro que sim. Porque não?
A angústia e o desespero de não saber de ti, provocaram até danos físicos.
Por isso resolvi tentar. Pelo menos tentar.
Saber de ti afinal.
Saber por ti.
Escutar.

terça-feira, novembro 04, 2014

Não é no tempo que te espero.

O amor nos condena:
demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.

O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.

segunda-feira, novembro 03, 2014

domingo, novembro 02, 2014

Mais. Coisas para te dizer.

O jantar foi uma porcaria. Tanto dinheiro para nada.
O teu  Benfas foi outra vez levado ao colo. E depois falam mal dos Dragões.
Estou cheio de lascas nas mãos, da lenha que carreguei.
O almoço foi bem melhor. Preciso parar de comer.
Ansiedade transforma-se em gula.
Nem com ressaca me sais da cabeça.
Recordei os que já partiram deste Mundo.
Mas lembro muito mais de ti, tão longe e tão dentro.
Aqui.

sábado, novembro 01, 2014

Do coração.

Começa o fim de semana.
Dormi o primeiro sono a sonhar contigo. Os restantes também.
Vou olhar para o mar. Levo-te comigo.
Sentir-te é uma emergências do coração.