domingo, dezembro 28, 2014

Sonhos.

Os meus sonhos estão cada vez mais reais.
Não. Não estão próximos da realidade, mas a forma como os sinto são um indicador da minha demência, ou da imensa saudade que me corrói.
Acordei a chorar desalmadamente enquanto ainda corria atrás de ti e te tentava agarrar para te proteger dos bandidos. Ou de um em especial. Já nem consigo distinguir se te queria prejudicar ou simplesmente roubar de mim.
Bem sabes que o ciúme me faz cometer erros estúpidos.
O maior foi afastar-te.

sábado, dezembro 27, 2014

Luz e cor.

Às vezes parece mesmo que me escutas.
Que lês.
Que sentes.
Porque a tua voz transformou esta época em luz e cor.
Sonhei com ela a noite inteira.
Obrigado.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

Saliva.

Por estes dias, que passo muito tempo em casa, com a TV amestrada pelos senhores do comando, ou até pela triste grelha de programação, tenho-me refugiado na música e na leitura para o desassossego dos dias. Para tal uso uma aplicação, uma destas que dizem que consome muitos dados mas que, felizmente para mim, não tem importância nenhuma. Como tudo o que é grátis, de graça ou de borla, acaba por nos custar sempre mais um pouquinho, de x em x músicas, lá tenho que gramar com toda a espécie de publicidade. Numa dessas pausas, uma voz feminina, que  inicia a frase com um majestoso :- "muito bem", questiona-me se quero romance instantâneo. Sim. Instantâneo. Basta carregar no ecrã. Como se uma playlist coneguisse transformar imediatamente o momento, enchê-lo de velas, rosas e chocolates.
O romance não é um pacote para abrir, dissolver em saliva e consumir em sexo orgásmico.

Enfim.
A falta de trabalho está a ter efeitos nefastos na minha veia romântica, que bem sabes não é tão grande quanto isso.
Ainda assim, dou por mim a desejar-te num beijo, como aqueles que me brilhantemente coagias a trocar.... por longos minutos, antes de adormecer.
Não me recordo, no momento em que te escrevo, de dar um beijo.
Honestamente. Não troco um beijo intenso, deste com a língua a servir de gps para o bater do coração.
Contigo, era simples ler o mapa. O coração estava logo ali. Nos teus olhos doces.
Saudades, Tinhosa. 

Blue Christmas.

Tenho tantas saudades tuas que nem o Natal e o tempo em família conseguem apaziguar está dor. Só desejo que esse sorriso esteja a iluminar os corações ao teu lado. 
Lembrar-te é a melhor forma de te amar. 
Baixinho.

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Zangado.

Bem sabes que odeio ficar doente.
Fico zangado com o mundo.
Revoltado até.
Pior mesmo foi ficar totalmente dependente e fechado em casa.
Voltei a ter aquela febre que só me faz delirar, dizer, distorcer ou amolecer a realidade.
Aliviou.
Mas a tua indiferença custa mais do que esta gripe.

domingo, dezembro 14, 2014

Só falando contigo.

Ainda continuo às voltas com este trabalho do mestrado sobre ética.
Longe vão os fins de semana para os copos e respectiva ressaca.

Preciso conversar contigo.

É imperativo.
Urgente.

A ética, social, académica ou deontológica, emana do Coração. Não há ética sem sentimento. Sem apelo às emoções.
Pelo menos assim acredito.
Por isso, tenho que me sustentar nesta teoria quase agreste de termos e simbologias, mas a base é o sentido do coração e da alma.
Só posso sustentá-lo se o meu coração estiver em sintonia.
Por isso, só falando contigo, ele saberá o que escrever.

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Antídoto.

Pois.
Já desconfiava.
Ou tenho a certeza.
A cura para a constipação.
O remédio para a depressão.
O antídoto do cansaço.
Falar consigo é o caminho para a erradicação de todos os males.
Essa terminologia tão típica e pessoal, esse sotaque timbrado.
Com ou sem dentes.
Bem posso postar grandes tainadas e copos.
Publicar fotos da criançada a partir a loiça.

Mas o prazer, a alegria, renasce só na sua voz.

Saudades.

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Quero tanto.




Quero tanto, tanto, tanto.
Acho que nunca to disse da melhor forma.
Mais que tudo, quero-te.
Bem.
Feliz.

quarta-feira, dezembro 10, 2014

A maneira mais bonita.






Guardei-o. Para to oferecer. O livro, claro. O coração, há muito que te pertence.
Para que não publiques apenas fragmentos do livro.
Às vezes é preciso conhecermos o princípio, para podermos reescrever... todos os dias.

sábado, dezembro 06, 2014

Amiga.

Sinto que por mais anos que passem, ficaremos eternamente ligados. 
Entre o Amor que já nos uniu e a minha desesperada vontade de manter esta espécie de amizade, ou dependência, pelo teu coração apaixonante, pela tua índole rara mas tão boa, desejo-te tudo de bom!

Te amo.

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Solidão.

"Nada custa mais a engolir do que as lágrimas.
Por mais finas que sejam: nada custa mais a engolir do que as lágrimas.
E é essa a única forma de solidão: estarmos sozinhos de nós."

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Como quem espera.

Depois de tudo, fica a lembrança dos lugares e
dos seus nomes; dos quartos virados a poente
onde as imagens do rio nunca se repetem nas janelas
e todos os enredos são consentidos obre as camas.

Ao fundo, havia um armário de madeira com espelho
onde as nossas roupas trocavam de perfume
para que os dias se vestissem sempre melhor.
E, sobre a cómoda, num espelho mais antigo,
a tarde reflectia algumas das alegrias da infância.

Não era o quarto de nenhum de nós,
mas a ele regressávamos sempre com a pressa
de quem anseia os cheiros quentes e antigos
da casa conhecida; como quem espera ser aguardado.


Pressenti, porém, que não era eu quem aguardavas:
uma noite, pedi-te mais um cobertor em vez de um abraço.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Preciso ouvir-te.

Tinhosa,
Foi uma madrugada invadida por fantasmas do passado.
Mas tão friamente real.

O Sol voltou, mas não chega para aquecer o coração.
Espero-te feliz.
Abraço.

Diferente.

Sempre.
O mesmo.
Igual.
Mas que nada tem.
Diferente.
A tua ausência é este cais abandonado, a aguardar essa amarra que me prende ao teu olhar.

Saudade.
De.
Para sempre.

terça-feira, dezembro 02, 2014

O tempo.



"Éramos jovens e corríamos pela vida com corpos saudáveis e belos, dormíamos abraçados à espreita do outro lado da noite e como vampiros de amor bebíamos a vida um do outro avidamente e despertávamos juntos, abraçados à hora em que as gaivotas levantam o primeiro voo.
Éramos jovens e belos, meu amor.
Descalços pela areia fora, deixávamos pegadas que brilhavam no sol da manhã, aquele sol primordial que não feria o olhar ainda, de mãos dadas não queríamos saber do futuro e desafiávamos a vida como forcados frente ao touro, corríamos, corríamos, corríamos até ao paroxismo fatal encoberto pelas sombras de uma árvore qualquer.
Éramos jovens e belos e eu lembro-me, meu amor.
Lembro-me quando te olho, à noitinha, enquanto dormes naqueles sobressaltos que te agitam o corpo (os sonhos, esses são só teus e eu não os conheço), lembro-me quando te olho nos olhos, esses lagos nocturnos onde me afundo até perder os sentidos, eu lembro-me.
O tempo, esse inimigo da vida, não deixou de passar por nós e, em vez de nos dar mais saber, mais harmonia, deu-nos somente a necessidade de mais tempo, a frustração de sabermos que, suceda o que suceder, não há-de nunca voltar atrás e fico a pensar em porquês nunca respondidos, em vazios nunca preenchidos, naquelas coisas que nunca fiz e que agora nunca hei-de fazer (são coisas que têm um tempo próprio, ou são feitas ali, ou nunca.), em tudo o que nunca te disse.
Nunca cheguei a escrever aquela canção de amor, as palavras que surgiam não eram as adequadas e agora, que as sei, tenho a impressão de estarem deslocadas, medo de algum dia terem sido ditas por outro alguém e, a dizê-las, oferecer-te recordações que não são minhas.
Então fico a ruminar pensamentos de livros (tantos, tantos livros que li, tantas ideias recolhi e nenhuma, uma só que fosse, me ensinou a viver) que me expliquem o que se passa, o que fazer. “Que adianta entoar cânticos ou louvar sermões se talvez só o silêncio seja verdadeiro?”
Frase completamente inútil, sei-o agora.
O meu silêncio, o nosso silêncio, mata.
Hei-de te escrever a tal canção de amor, juro-te – mas, por favor, não te apoquentes se esta começar por “Éramos jovens e belos, meu amor”."

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Imaginar-te o sorriso.

O teu Benfas não joga nada. O Jesus é um cromo. Nem contas sabe fazer.
Finalmente o Pandilha foi preso.
Fartinho de aturar malucos.

Tenho imensos assuntos pertinentes para discutir contigo, além de não menos importante, saber de ti, pulsar-te para te ouvir de coração.

E gozar coma pronúncia de um tipo da tua terra que ouvi no Porto Canal.
E rir.
Imaginar-te o sorriso.

Preciso de ti.
Só.