segunda-feira, março 13, 2023

Sempre.

 

Sempre me encerram os olhos de não ver, mas não às escuras,

Sempre me deitaram as lágrimas para correr e não para me deleitar nesse verso morto que é o teu corpo, antes de adormecer.

Sempre me prostrei perante a evidência da vida e me encantei com as facilidades inúmeras dos sonhos que inventei.

Sempre confundi amor com paixão e a vida com a emoção.

Sempre me apercebi das contingências, ignorei as vigências. 

Sempre vivi nessa latência, para quem o amor é construção e nunca, mas nunca, falta da cor do sangue da vida e no coração.

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