Sempre me encerram os olhos de não ver, mas não às escuras,
Sempre me deitaram as lágrimas
para correr e não para me deleitar nesse verso morto que é o teu corpo, antes de
adormecer.
Sempre me prostrei perante a evidência
da vida e me encantei com as facilidades inúmeras dos sonhos que inventei.
Sempre confundi amor com paixão e
a vida com a emoção.
Sempre me apercebi das contingências, ignorei as vigências.
Sempre vivi nessa latência, para quem o amor é construção e
nunca, mas nunca, falta da cor do sangue da vida e no coração.
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