Impetuoso, o teu corpo é como um rio onde o meu se perde. Se escuto, só oiço o teu rumor. De mim, nem o sinal mais breve. Imagem dos gestos que tracei, irrompe puro e completo. Por isso, rio foi o nome que lhe dei. E nele o céu fica mais perto. E.A.
Nada acontece em vão,
no verão, na vertigem,
na rendida voragem.
Tudo se precipita quando o outono range,
ruge, rola, confunde,
sob o bafo das bruxas.
Em vão nada se faz, nada se queima.
Projectam-se partos na memória.
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