sexta-feira, novembro 14, 2025

Quase nada.

É tanta a rouquidão das aves

nesta áspera noite. Tão sinuoso

o céu, tão amargo o roçar

das asas no choro do vento.

Queimei toda a água

dos meus olhos à força

de te chamar. Perdi a voz

e quase todas as penas.

Voo cega e sem norte.

Tenho frio e desconheço

se me procuras ou se me esperas.

Voo triste. Exausta.

Quase morta. Tão fria.

A crescer para ser

pedra. Quase queda.

Quase nada.

Sem comentários: