Hoje, mais do que nunca, o meu desejo mais ínfimo e profundo, que
provém de uma vontade não controlável, pretendia que tu te emergisses
e prevalecesse a tua vontade! Porque, no subconsciente da minha alma,
tenho a noção que me fazes sorrir, quando conversamos 4 horas seguidas
e durmo tranquila com o teu beijo de boa noite...
Mas o meu ser consciente, a minha razão, a voz da experiência, sabe o
quanto isso é errado! Por todos os motivos que constituíram a nossa
história! Porque o presente é construído pelo antes e o depois, o
passado e o futuro! E nós, mais do que ninguém, temos noção o quão
difícil foi o nosso pretérito e quão impossível é o amanhã!
É bom andamos distraídos, sem pensar nas consequências, no que foi e
no que será! Viver na leveza do presente, sem temer, nem recear o que
poderá advir!
Mas, infelizmente, o medo impõe-se! Se já me desrespeitaste antes,
porque não o farás agora?
As relações que mantenho, fracassam... Interrogo-me se esqueci do que
é amar, do que é entregar-me sem defesas, porque criei mecanismos que
me protegem, que me salvam, ou destroem! Que me fazem esquecer de mim,
para me defender de quem sou, ou me tornei!
Porque " enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para
o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora,
soltar, desprender. As pessoas precisam entender que ninguém está
jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espero que me devolvam algo, não espero que reconheçam o meu
esforço, que descubram o meu génio, que entendam o meu amor.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por
soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na
minha vida. É imperativo fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa,
sacudir a poeira. Deixar de ser quem era, e transformar-me em quem
sou."(adaptado do texto de Fernando Pessoa)
Sei que me entendes... no fundo, compreendes!
Se por um lado quero criticar a tua resignação, a falta de imposição
de vontade própria, por outro, estou ciente, que a minha deve
prevalecer, para curar feridas, para aprender a viver novamente e
somente comigo!
Desculpa, esta minha ambivalência! Há uma cobardia subjacente, bem
como uma força que me empurra e me afasta de tudo o que me levou às
lágrimas!
E, apesar de tudo, eu também estou aqui! Para o que precisares! Só
nesse sentido! Porque o medo de imaginar, nem que seja por um segundo
apenas, que te quero abraçar, leva-me para longe de ti!
Espero que a vida te sorria e, principalmente, que tu sorrias para ela!
Um beijo, um sorriso, um abraço (tal como eu imaginei!)
Atenciosamente, (lol)