Depois dos últimos dias só posso mesmo recordar factos e acontecimentos que marcaram a nossa felicidade. Como no concerto dos Xutos, chapados e apaixonados como adolescentes no cio, a cantarem ao som do Tim, totalmente apagados do mundo à volta.
E de facto, mais que nunca, tenho que reconhecer que devia ter sido sempre à tua maneira. E que eu não me devia ter importado ou assustado com isso.
Já te fiz sofrer tanto que confesso, até há bem pouco tempo, me pareceu impossível que pudesse sequer saber de ti, por ti, quanto mais ouvir a tua voz do outro lado do telemóvel.
Por isso hoje, mais que nunca, me confesso e te peço outra vez perdão. e uma vez mais. E outra.
Porque também hoje percebo porque és a mulher da minha vida e te Amo tanto.
E só me condeno porque não o soube preservar, guardar-te e acarinhar-te todos os dias da minha vida.
Não que não tivesse a certeza antes. Do meu Amor. Mas foi à minha maneira.
Da nossa relação não. Do ciúme.
Ainda ontem te explicava como compreendia que todos os que se envolvem contigo sentissem tanta insegurança ao teu lado. Sou prova disso. E fraca desculpa para tanta coisa má que te fiz passar.
Mas a verdade é que a tua presença é tão desejada quanto temida. És preciosa. Poderosa. Hipnotizante. Viciante. E por isso tão cobiçada.
És a viagem de sonho, complicada e minuciosa na escolha, atribulada na partida, relaxante e revigorante na estadia. Mas finita. E o regresso à terra dos comuns mortais. Ao estado de consciência, à realidade. Ou pelo menos, na consciência dos fracos como eu, daqueles que pensam ter tempo e hora marcada de ti, porque sempre tive a clara ideia que eras o meu delírio e não a minha condição, percebemos rapidamente que a contagem decrescente começa sempre que alguém se aproxima de ti. E resistimos. Pouco. E lutamos. Para quê? Porquê. Se a inevitabilidade é já aqui.
E vem o medo. A obsessão.
E depois a revolta. O afastamento. Ou a tentativa de o fazer.
A consciencialização. O abandono. A aceitação da perda. A (má) escolha das alternativas. Porque por mais e melhores que sejam, não te conseguem apagar.
Hoje ainda tento entender-nos. Perceber-me. Questionar-me. Mas sem ilusões. Só para te pedir perdão.
Agora só quero viver-te. Um pedacinho! O que puder, quiseres, deixares.
Sem nunca deixar de te Amar.
E esperar que sejas feliz.
À tua maneira.
Bom fim de semana.
Abraço.
E esperar que sejas feliz.
À tua maneira.
Bom fim de semana.
Abraço.
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