Não.
Não será a primeira nem a segunda que acontece. Ou acontecerá.
Mas hoje o boletim meteorológico assenta perfeitamente na minha disposição. Ou o contrário.
Esqueci sem saudade os tempos pretéritos da tua ausência, da incógnita das tuas acções, da incerteza dos teu sorriso, da frustração de viver sem ouvir a tua voz.
Esta noite esses receios, esses anseios, regressaram todos. E foram tão violentos que ainda não os consegui digerir.
É tão fácil aceitarmos o que nos faz sorrir, ainda que de forma tão caótica como as nossas vidas, mas está a ser tão complicado lidar sem uma simples mensagem que ainda agora olho de soslaio para o telemóvel na esperança de apagar este texto e voltar ao conto de fadas que me encantou nos últimos dias.
A verdade é que há muito que já estava condenado ao fracasso e à condição expectante de (não) saber de si.
É um facto que neste breve reencontro, teia pelo dia em que voltavas a desaparecer, assim, sem nada dizer nem porquê.
"Eu tentei... Mas não consegui! Beijo de boa noite..."
Foram estas as últimas palavras que tento aceitar, como se de um veredicto se tratasse. Provavelmente.
Talvez não.
Deste lado tentarei sempre.
Até que o coração não me doa. Porque só na tua voz encontra a almofada.
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