Há muito me habituei a viver outra vez, no passado, na visão implícita mas tantas vezes forçada na memória de nós.
Há muito até que desconstruí todos os momentos na minha cabeça, para poder aceitar a minha condição. Isolado. Entre o sono e o sonho. No limite da inconsciência do consciente.
Hoje entrou luz pela janela fechada do meu peito, para te parafrasear.
Consigo falar no presente. Ou no passado recente.
Foi mesmo há pedaço que te ouvi o coração.
Que te confidenciei o meu maior segredo.
Que te senti o beijo.
Que me envolvi no abraço apaziguador do teu porto seguro.
Foi no pretérito. Mas continuas a fazer-me feliz.
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