A Bia cresceu.Fez a primeira comunhão. O que o calendário católico anuncia, pouco importa. Cresceu.
A Bia cresceu tanto. Ao contrário de nós os dois. Diminuímos. Os contactos. Os sorrisos abraços e amassos. Anulámo-nos. Extinguimo-nos.
A Bia esta afectivamente ligada à mim. Também por razões pessoais e do excelente carinho que mantenho por toda a família. Mas bem mais do que isso, ver e contactar com a Bia e a família, leva-me instintivamente para os teus braços. E o gozo do teu sorriso franco. A abusar da paciência quando ela, ainda uma criança com pouco mais de 2 anos, insistia em invadir a tua mala, o telemóvel, os sapatos e objectos pessoais, apropriando-se e destruindo também alguns deles. Mas a Bia também é sinónimo de afectos. Dos abraços em que os braços se cruzavam, os beijos se dividiam entre aquelas bochechas rosadas e a tua boca atrevida que fazia questão de procurar e que ela, pasmada, gostava de apreciar.
Tal como pela a Bia, manterei um carinho eterno por ti.
Saudades Tinhosa.

Sem comentários:
Enviar um comentário