quinta-feira, outubro 26, 2023

Balada para uma Inês morta.

Se nos amassemos

pela manhã

ou na cadência louca

do entardecer,

se embalássemos

num canto de voz rouca

a luz do poente

ainda por nascer.

Se o nosso amor

fosse classificado

como um desses amores

ainda por dizer

ou, se outrossim,

lhe chamássemos

o amor talvez

ainda por fazer,

serias tu Pedro – o Rei

que inda há-de ser

e eu Inês já morta

sem te ter.



Sem comentários: