Na memória de ti, em todos os lugares que no pretérito fui feliz contigo, me parecem agora vazios.
Porque quando chego, a ansiedade de saber que ainda há pouco partiste, que acabaste de sair pela outra porta, que o teu cheiro ainda está no perímetro... controla os meus movimentos, domina o meu nervosismo, altera os meus sentidos... e rapidamente desisto, abandono e fujo para outro lugar.
Sim, fui eu quem sempre te acusou de impulsividade quando, afinal, na tua paciência me pediste para te amar, para te abraçar, para não fugir de ti.
Talvez a certeza que seríamos certos um para o outro, que mais ninguém me completava como tu, me fez desprezar tantos gestos, tantas atitudes, na certeza que estarias ainda à minha espera, na tua paciência, no teu amor para mim.
Hoje a dor ainda é maior, porque sei que sempre me aguardaste, mesmo quando fugia, quando te empurrava para longe, quando te desligava o telefone, quando te queria... mas te afastava.
Hoje, na memória de ti, de todos os lugares, fecho os olhos e te sinto plena, feliz, a sorrir. Mas não me vejo a mim.
Mas tenho que acordar. Mais cedo ou mais tarde.
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