Se alguma vez houve um dia de primavera tão perfeito,
tão animado por uma brisa morna intermitente
que te fez querer abrir
todas as janelas de casa
e destrancar a porta da gaiola do canário,
na verdade, arrancar a pequena porta do seu batente,
um dia em que os frescos caminhos de tijoleira
e o jardim repleto de túlipas
pareciam tão incrustados na luz solar
que até te apeteceu dar com
um martelo no pisa-papéis de vidro
que está na mesa ao fundo da sala de estar,
libertando os habitantes
da sua casinha coberta de neve
para que assim pudessem sair,
de mãos dadas e franzindo os olhos
ao ver esta abóboda maior de azul e branco,
então, hoje é mesmo esse tipo de dia.
Sem comentários:
Enviar um comentário