Tinhosa,
Tenho quase tantas saudades da sua voz como desse corpo delgado a preencher os meus braços, enquanto a língua troca fluidos viciantes com os seus lábios doces.
Mas não era nada disto que lhe queria dizer.
Liguei-lhe para conversar sobre o frio que se abateu no rectângulo, o jogo que marca o calendário desportivo entre o seu "Benfas" e o meu "Marítme", ou o duelo entre a Parolage da sua terra e os Dragões que lá venceram a custo. Passaríamos pela sua cultura francófona por causa do caso Charlie, ou pelos grupos terroristas que espalharam terror na Nigéria.
Ou então apontaríamos algumas banalidades, menos trágicas, acontecimentos pouco mediáticos, apenas para ouvir a sua voz.
Ouvir-te.
Será pedir muito?
Beijo.
Bom.
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