quinta-feira, janeiro 29, 2015

Só pelos teus olhos.

Ontem conversava com uma amiga de longa data.
Revivemos alguns episódios importantes.
Constatámos que nada é como antes.
Fez-me uma leitura óptica, daqueles que consegue descodificar o código de barras sentimental que hoje escondo, porque na verdade nem eu o consigo interpretar.
Perguntou-me do que mais sinto falta. Do que preciso. Que saudades me atormentam.

Não respondi. Mas confesso que a noite me trouxe um espaço (demasiado longo, estou cheio de sono!) contemplativo para poder reflectir sobre estas questões.
Não tenho saudades de ninguém. Não preciso de nada em especial, até porque percebi (tardiamente) que nada material chega para preencher o armário vazio do coração.

Sou um egoísta.
Porque apenas tenho saudade de mim.
Do que fui. Do que fazia.
Só porque os teus olhos ordenavam.

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