Bem sei que pediste paz. Tranquilidade. Sei bem que entre nós não há nada a fazer. Que a vida nos traçou rotas diferentes.
Ou não.
Mas aceito.
O que não posso crer é que regressaste à nossa ilha e me fizeste correr como um louco à tua procura, para logo a seguir me refugiar entre quadro paredes com pânico de te encontrar.
O que não posso acreditar foi que passaste tão perto e nem acenaste.
Um gesto, um movimento quase involuntário com a cabeça.
Qualquer coisa.
Não, não pedia a hipocrisia do cumprimento circunstancial. Ou até isso. Qualquer caridade teria feito milagres. Daqueles que só tu consegues realizar.
Mas não. Não aconteceu.
Já só bastavam os teus olhos numa troca fugaz.
Conversaste, jantaste, bebeste com tanta gente que te desprezou, ignorou ou até escarnizou.
Para mim, nem um abraço.
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