Impetuoso, o teu corpo é como um rio onde o meu se perde. Se escuto, só oiço o teu rumor. De mim, nem o sinal mais breve. Imagem dos gestos que tracei, irrompe puro e completo. Por isso, rio foi o nome que lhe dei. E nele o céu fica mais perto. E.A.
sexta-feira, março 14, 2014
O que a dor não sabe.
No espaço escondido por detrás da minha mente, refugia-se a dor a dor, esquecida, dormente, num lugar sem limites, nem regras, nem lei, a que costumamos chamar de inconsciente, o lugar onde as sombras falam e onde a dor mente, e finge que sim, que é inocente, e finge que não, não rasga a gente, e finge que acredita, finge que é crente, e se acha especial, se acha diferente, só porque vive esquecida, escondida, dormente, e assim se passeia nas traseiras da mente...Mas o que a dor não sabe, nem pensa, nem sente, convencida que está de que é diferente, erguida que está no pedestal da soberba, é que, mesmo que seja feito de ouro o seu pedestal, e se ache rebelde e até especial, nenhuma alma por onde passe alguma vez fica igual.
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