sexta-feira, dezembro 07, 2012




"Ser feliz não é ter uma vida isenta
Sem sentir a dor de perdas e frustrações
É ser alegre, mesmo se ainda vier a chorar
É sorrir mesmo que por dentro sintas as lágrimas cair
É viver intensamente, estejas onde estiveres
Sabendo que nada ficou por provar e viver
É nunca deixar de sonhar, mesmo quando se tem pesadelos
Acreditar que os sonhos são os guias da nossa vida
As portas à espera de serem transpostas
É dialogar consigo mesmo, nunca perder a lucidez
Mesmo que se fique sozinho uma e outra vez
É sempre ser jovem, mesmo que os cabelos fiquem brancos
É ter histórias para contar sobre sucessos e desventuras
É transformar erros em lições de vida
Aprender a levantar cada vez que cair
Ser feliz é sentir o sabor da água
Sentir a frescura de uma brisa a tocar o rosto
É sentir o cheiro da terra molhada
É viver as grandes emoções trazidas pelas pequenas coisas
É rir das próprias tolices e brincadeiras
É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções
É ter amigos para pedir consolo e dividir alegrias
É saber que ser feliz está dentro de nós e não nos outros
Aceitar a nossa felicidade e vivê-la apaixonadamente
E perceber o quanto é fácil e simples ser feliz..."

Espero que sigas estes conselhos e encontres a felicidade e o sorriso
seja uma constante!
Beijinhos de quem está aqui para te ver e fazer sorrir e feliz!

quinta-feira, novembro 22, 2012

I Won't Give Up



When I look into your eyes
It's like watching the night sky
Or a beautiful sunrise
There's so much they hold
And just like them old stars
I see that you've come so far
To be right where you are
How old is your soul?

I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up

And when you're needing your space
To do some navigating
I'll be here patiently waiting
To see what you find


Cause even the stars, they burn
Some even fall to the earth
We got a lot to learn
God knows we're worth it
No I won't give up

I don't wanna be someone who walks away so easily
I'm here to stay and make the difference that I can make
Our differences they do a lot to teach us how to use
The tools and gifts we've got yeah we got a lot at stake
And in the end, you're still my friend
At least we didn't intend
For us to work we didn't break, we didn't burn
We had to learn how to bend without the world caving in
I had to learn what I've got, and what I'm not
And who I am

I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up
I'm still looking up

I won't give up on us
God knows I'm tough, he knows
We got a lot to learn
God knows we're worth it

I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up


quarta-feira, novembro 21, 2012




Começo pelas conclusões mais uma vez, já que às vezes, as argumentações dão lugar a más interpretações e o resto da história já conhecemos.
Retiro este pedaço da nossa história, para FAZER MINHAS AS TUAS PALAVRAS. Não podes fugir, não me podes abandonar porque és a alegria da minha vida. Fui sucinto e resumido o suficiente? Espero que sim, até porque a mensagem é clara e tu sabes disso.
Não consigo compreender. Mas percebo bem a diferença entre nós.
Durante muito tempo, mesmo sem acreditar que algum dia mais iríamos conversar, comunicar e rir a dois, no fundo não deixei de ter alguma esperança. Procurei todos os dias na memória, uma recordação, um momento, um forma de estares viva no meu peito. Fiz todos os dias isso. Ainda o faço. Nas ruas, na música, nas fotos, nos lugares comuns. Todos os dias tenho um bom pretexto para pensar em ti.
A nossa diferença é que continuas a procurar todos os dias algo para nos magoarmos. Alguma sombra. Para que me possas atirar ou acusar. Para que possas suspeitar.
E até posso perceber todos os teus receios, os teus medos. O passado tem sempre um bom motivo. Mas agora? Porquê? O que aconteceu? E porquê a desilusão? A angústia?
Mas hoje não. Desculpa. Não compreendo.
Bem sei que as coisas não estão fáceis e que por vezes não recebemos imediatamente o retorno daquilo que somos e que damos. A verdade é que te procuro para ri, para sonhar ou recordar, quando nem sempre tens essa disposição de alma porque a vida não corre de feição. Mas a diferença é que em ti vejo esperança. E não é por passear de descapotável ou deambular pelos corredores que a vida é mais simpática para mim. Tem também a tensão de uma relação mantida pela doença. Das visitas ao hospital quando qualquer sinal te deixa em alerta. Tem os dias em que a família, como ontem, festeja o aniversário do irmão mais novo e eu aguardava numa sala para perceber se tinha sido mais um susto ou se algo pior se passava. Bem sabes que esta vida triste que levo, a fugir, a escapar nos intervalos e a aguardar. A vida tem-me colocado à prova, testado as resistências. Mas não estou a aguentar e nem sempre consigo fazer as coisas da melhor maneira.
Só não esperava que, desta vez, também tu me estivesses a julgar. Não precisavas.
Mas há outras coisas em que concordo contigo. Não há necessidade nenhuma de mentir. Não há mesmo. Por isso não percebo essas acusações.
E por favor não me digas que sou indiferente quando, subtilmente ou nem por isso, reclamo sempre pela tua atenção.
Desde que me concedeste o privilégio da tua companhia, da tua voz, do teu ombro e do teu coração, que tento fazer as coisas à tua maneira, porque à minha provou-se desastrosa.
Em casa, no carro, com ou sem amigos, falo contigo mais ou menos tempo conforme a disponibilidade, mas não digas que te ignoro pois se o que estou a implorar é que não fujas de mim. Jamais tenho qualquer intenção de te magoar ou ignorar. NADA DISTO VALE PENA.

Hoje sinto as tuas palavras como nunca. E uso-as com total fidelidade aos sentimentos expressos.
Nem sei. Tenho muita coisa para te dizer. Não agoira. Não tudo de uma vez. Todos os dias.
Não estou muito bem hoje. Desculpa.
Fica também uma música, do mesmo autor.


segunda-feira, novembro 19, 2012


After all this time
After all of this season
After your own decision to go to the water for a
reason
It's only the ocean and you
And all of this lines
Will all be erased soon
They'll go out with the tide
And come back with the waves
It's only the ocean and you

You don't want
You don't wait
You don't love but you don't hate
You just roll over me
And you pull me in

And this work is done
And this cold is dry
When this world's too much
It will be only the ocean and me
When this sales go off
Mountanis fade away
Stars come back
I'm finaly free
It's only the ocean and me

You don't want
You don't wait
You don't love but you don't hate
You just roll over me
And you pull me in
And you pull me in

You don't want
You don't wait
You don't love but you don't hate
You just roll right over me
And you pull me in

And you pull me in...

You just roll over me
And you pull me in




O que me vai na alma.


A presente mensagem é escrita com o propósito de lhe revelar o que
você me faz sentir e me fez reviver nos últimos dois dias...E
despedir-me de si de uma forma mais tranquila e calma, sem os ventos
fortes, a chuva fria e a tempestade que se instalou nas últimas horas
na nossa vida, fazendo relembrar que o outono consegue ser uma estação
fria  e cruel! Quero, apenas, dizer-lhe adeus com uma brisa fresca,
mas amena de primavera! E, porque, se assim não fosse, não seria eu
própria, mas a revolta a falar! Por esse motivo, peço a sua
compreensão relativamente ao uso das palavras mais gélidas, que fazem
lembrar uma madrugada de inverno em plena serra. Foram proferidas em
momento de  exaltação, desilusão e angústia.
Ao longo deste tempo de aproximação, tenho consciência que você até
tentou, mas a sua natureza e forma de ser é mais forte e impõe-se... E
devo distanciar-me e  deixar de permitir que estas situações
interfiram diretamente comigo e com o meu coração. E, eu juro que
tentei! Tentei compreender os seus motivos, as suas razões! Coloquei o
meu orgulho e mesmo o meu amor-próprio de lado, desvalorizei o mal que
me fez no passado e abri-lhe os meus braços e o meu coração...
Castigo, o meu, pois, mais uma vez, fui tratada com indiferença e
mentiras, sem haver qualquer necessidade! E essa situação levou-me à
tristeza da decepção repetida!
E, desta vez, não me vais puxar de volta, como uma onda que se enrola
e desmaia na areia, após ter andado à deriva, perdida em alto mar, mas
que retorna sempre à sua praia. Desta vez, o oceano que se transpõe
entre nós será  infinito, vago e sem destino...  Não ocorrerá o
reencontro... Vou navegar para outras águas, longe de si...
Mas, apesar de tudo, no meu intimo, reside o desejo que a sua vida
ondule serenamente nas vagas brancas que constituem um  mar sereno e
que navegue até um porto seguro e feliz! E que o mar revolto e incerto
que se instalou, caminhe ao encontro da lua cheia e se renda à
tranquilidade da areia de alguma praia que o espera serena e
sorridente.
Beijos
Tinhosa.
PS- Por vezes a música transmite da melhor forma o que nos vai na
alma! Não penses que esta decisão foi tomada de ânimo leve! A tristeza
abateu-se em mim, porque eu gostava de falar, ouvir, brincar, rir
consigo! Entendias-me como ninguém! Por isso, dói! Dói tanto como a
primeira e segunda e todas as vezes que me despedi de si! Mas a
mentira para mim é intolerável, assim como o desprezo! Prefiro fugir e
desaparecer para longe, a ser enganada e ignorada novamente por si!

sexta-feira, novembro 16, 2012

O teu coração.


Fiquei a pensar na nossa conversa. Na tua revolta. Na amargura que hoje não é dirigida para mim nem contra mim ou tão pouco por minha causa. E isso é bom. Pior é sentir que nessa voz carregada de mágoas, a esperança está a desaparecer. E não posso afagar com mimos e beijos e abraços. Não que isso resolvesse, mas acredito que podia estancar algumas das feridas que hoje e sempre se vão abrindo.

Está um frio daqueles, o temporal instala-se na ilha e dessa lado também. Estás longe de quem amas, ou do amor, do conforto, do aconchegante, do teu habitat natural, não tens certezas e nada é garantido. 

Às vezes não sabes, que podes demorar para saber, que o dia amanhã ainda vem longe e que nem sempre quem espera alcança. 

A vida muitas vezes troca-nos as voltas. 
Quando menos esperas dá nós cegos. Ou vai desencruzilhar um fio para voltar a cruzar outro e e vida continua.
E o tempo que pedimos, o espaço que lutamos,escapa entre os dedos e o tempo não passa de uma grande armadilha que voltou para nos atormentar, para nos fazer repensar, para acima de tudo para viver e reviver. Sempre da melhor forma possível.

Esquece o que mais ou menos queres, o que podes, o que tens, o que mereces, o que te prometem, o que dás.

Esquece tudo com a serenidade que sei não ser a tua melhor qualidade. Mas tenta. Acho mesmo que devias tentar.

Só para te lembrares que o mais importante da vida já tens. É teu. Tão teu. Só teu.

Porque o coração que te trará sempre as dúvidas,preocupações ou incertezas, algumas amarguras... também te trará em dobro a felicidade. O carinho. Amor. 
Que um coração bom tem por direito. 
É teu. Está guardado. E não tardará a chegar.

terça-feira, novembro 13, 2012

AINDA TE SINTO EM MIM.



Não é fácil escrever-te sem pensar nas consequências.
E justificar. Argumentar.
Enumerar e apelar ao teu coração depois de o ter ferido tanto.
E pedir desculpa. Às vezes não tenho outra solução senão de me armar em escritor de meia tigela e divagar nas palavras quando o que tenho para te dizer é tão simples e tão factual.
Por isso hoje começo pelo fim. Antes do argumento, a conclusão. A verdade é que sinto todos os dias a tua falta. Até podes já parar de ler por AQUI.
Desde que foste embora que deixaste o teu perfume contigo. E mesmo ranhoso, consigo cheirar-te. Às vezes estou a tomar banho, a usar a luva esfoliadora, esfrego-te até fazer ferida e o coração chora. Mas não sais de mim.
Estás na almofada, no computador, no carro, no café ou no cigarro.
Em todo o lado.
O que fazes tu para estares tão longe e tão perto.
Porque não foste embora de vez?
E porque é que não levaste também o meu cheiro contigo, porque tenho a certeza que na tua almofada, no teu carro ou no computador já reina um novo perfume?
Não sei escrever-te Tinhosa. Não consigo ser hábil o suficiente para te prender às minhas palavras, porque não tenho mais a que te agarres.
 Só queria ser capaz de prender-te o suficiente para sentires o meu coração.
Não é nenhum tipo de vassalagem, estes argumentos que hoje tento esgrimir.
Até porque, verdade, a minha pequena alma deixou de fazer sentido na comparação com a grandiosidade da sua.
A questão é esta:
Durante demasiado tempo habituei-te a não receber elogios, a ser discreto, a não me apaixonar com medo dessa turbulência amorosa, a não andar de mão dada, a ser outro, a não ter direito a palavras fofinhas e doces.
Habituei-te assim e fiz-te mal.


 E agora, reaparecendo na tua vida, sem que mo tenhas pedido ou exigido, dou-te a mão sem te dar, beijos de livre vontade… sem te tocar, coisas amorosas, mesmo não te sentindo perto de mim.
Adorei sentir novamente o meu coração descompassado ao ouvir a tua voz ou ao encontrar os teus olhos.
Só tu me conheces assim, só tu sabes o que gosto, quanto gosto, a medida certa.
E tudo isto é demasiado bom para constar apenas como recordação. Perdoa a gula, a inveja. Tudo por um bom motivo.
Já não posso aconchegar-te quando sentes frio, cozinhar algo saboroso mas pouco saudável, abraçar-te na alegria e na tristeza e tranquilizar-te quando nervosa.
Mas posso pensar em ti, estar disponível, escrever-te, partilhar experiências, os teus pensamentos, sentimentos ou sonhos…
Já não posso apreciar-te, dar-te o ombro para chorar, estar atento aos teus movimentos ou observar as tuas coisas com atenção e deliciar-me com a tua rotina matinal.
Mas posso digerir as tuas palavras, ajudar na necessidade, conhecer-te, compreender-te, respeitar-te, perceber os teus gostos, ajudar a solucionar os seus problemas, conversar, comunicar, rir, retribuir o prazer que me dás.
Nunca fui além do puro egoísmo, do só eu, só meu, quando quero e me apetece.
Não que isso agora importe. Só na diferença que hoje e sempre depois desta ruptura tento marcar. O segredo está simplesmente na simplicidade que querer tudo e esperar nada.
Mas ao levar-te para dentro do meu segredo, estou simplesmente a dizer-te: Ainda te sinto em mim.
Hoje tento ter a força, a vontade e a persistência necessária para abrir a porta a um novo significado para a tua existência na minha vida.
Ainda te sinto em mim, e como amigos que somos não quero perder isso, mas quero - e precisamos!! – de voltar a crer e que voltes também a acreditar naquilo que te mais magoei: no Amor

quinta-feira, novembro 08, 2012

E ao anoitecer


e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia.

quarta-feira, novembro 07, 2012

The Space Between



You cannot quit me so quickly
There's no hope in you for me
No corner you could squeeze me
But I got all the time for you, love
The Space Between
The tears we cry
Is the laughter keeps us coming back for more
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain
But will I hold you again?
These fickle, fuddled words confuse me
Like 'Will it rain today?'
Waste the hours with talking, talking
These twisted games we're playing
We're strange allies
With warring hearts
What wild-eyed beast you be
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain
Will I hold you again?
Will I hold...
Look at us spinning out in
The madness of a roller coaster
You know you went off like a devil
In a church in the middle of a crowded room
All we can do, my love
Is hope we don't take this ship down
The Space Between
Where you're smiling high
Is where you'll find me if I get to go
The Space Between
The bullets in our firefight
Is where I'll be hiding, waiting for you
The rain that falls
Splash in your heart
Ran like sadness down the window into...
The Space Between
Our wicked lies
Is where we hope to keep safe from pain
Take my hand
'Cause we're walking out of here
Oh, right out of here
Love is all we need here
The Space Between
What's wrong and right
Is where you'll find me hiding, waiting for you
The Space Between
Your heart and mine
Is the space we'll fill with time
The Space Between...


segunda-feira, novembro 05, 2012

A pele que há em mim


Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei, p’ra lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
P’ra voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber…

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada,
O meu barco vazio na madrugada
Vou-te deixar-te no frio da tua fala
Na vertigem da voz quando enfim se cala.

terça-feira, outubro 30, 2012

Porque o Amor tem destas coisas.


A verdade é que presenciei o concerto dos Deolinda e apaixonei-me por esta música, que provavelmente já conheces...
Em todo o caso, nunca é demais ouvir novamente uma canção tão bonita...
E também eu esperei vezes sem conta por ti, na minha casa, na tua casa, na nossa casa e também o nosso amor passou a ser clandestino... Ou seja, é só coincidências...
Ou então revejo-te em todas as músicas que gosto, porque o amor tem destas coisas:)
Beijinhos doces
C.M. (tinhosa)




A noite vinha fria
negras sombras a rondavam
era meia-noite
e o meu amor tardava

a nossa casa, a nossa vida
foi de novo revirada
à meia-noite
o meu amor não estava

ai, eu não sei aonde ele está
se à nossa casa voltará
foi esse o nosso compromisso

e acaso nos tocar o azar
o combinado é não esperar
que o nosso amor é clandestino

com o bebé, escondida,
quis lá eu saber, esperei
era meia-noite
e o meu amor tardava

e arranhada pelas silvas
sei lá eu o que desejei:
não voltar nunca...
amantes, outra casa...

e quando ele por fim chegou
trazia flores que apanhou
e um brinquedo pró menino

e quando a guarda apontou
fui eu quem o abraçou
o nosso amor é clandestino.





segunda-feira, outubro 29, 2012

És mais.

Para não variar, faço minhas as tuas palavras.
Sinto-as todas.
Com muita dor. Com muita raiva. de mim.
Com muita saudade. Mesmo.

"És mais do que o ser que amei! Foste o meu dia, a minha noite,
o meu sol e a minha chuva!
Foste o abraço que me aqueceu e me envolveu num sono bom.
O beijo que me perdeu e me aqueceu!
És e serás sempre o ser que habita o meu coração sofrido!
A saudade inunda-me a cada momento a minha pessoa!
Um beijo de bom dia."

quinta-feira, outubro 25, 2012

Abraço


Que nunca o abraço se possa comprar, pois é ele o melhor que se pode dar.
Que nunca quem abraça seja apenas os braços, que se toquem com os dedos todos os traços.
Que seja quem abraça também abraçado, que seja o abraço o lugar de todo o lado.
Que se brinde ao corpo, à festa e ao sim, e que ninguém se conforme com o assim-assim.
Que se dancem as dores, que se lambam as feridas, e que todas as lágrimas sejam meras recaídas.
E que se erga um castelo de arfares, e que se construa um orgasmo de amares.
E que eu seja o por dentro de abraçar, o bastidor de sonhar – e que eu seja o viver e nunca o restar.
Que seja quem ama o dono dos meus braços, pois é no meio deles que me uno os pedaços.
Que nunca o abraço se possa comprar, pois é ele o melhor que se pode dar.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Café a Dois



Vou guardar os teus soluços mais delicados,
Teus olhos e teus casacos de fio.
Vou guardar os teus sorrisos apaixonados,
Teu jeitinho de me fazer sorrir, mesmo quando só faz frio.

Eu vou guardar os teus cabelos tão bagunçados,
A noitinha antes da gente ir dormir.
Vou guardar tuas vitorias e os teus pecados
E as histórias que eu gostava de ouvir,
Naquelas tardes de sol. . nas manhãs de sol..

E eu vou guardar tuas manias e os teus errados,
Teus trejeitos e as covinhas ao rir.
Vou guardar os teus sossegos mais agitados,
Teu jeitinho de me fazer sorrir,

Mesmo quando não faz sol, não faz sol..
E quando eu nao lembrar de mais nada,
Nem das rugas, nem dos anos, nem dos nomes,
E nem do frio, vou querer

Te contar
Como foi
O meu dia
E passear
Te dizer o que eu quero pró jantar,

Descansar
Desse dom
De viver só prás lembranças por não ter mais nada pra guardar,
Vou poder me sentar,
E tomar um café a dois,
Sem nunca mais vivê - lo só depois.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Insónias


Não.
Não será a primeira nem a segunda que acontece. Ou acontecerá.
Mas hoje o boletim meteorológico assenta perfeitamente na minha disposição. Ou o contrário.
Esqueci sem saudade os tempos pretéritos da tua ausência, da incógnita das tuas acções, da incerteza dos teu sorriso, da frustração de viver sem ouvir a tua voz.
 Esta noite esses receios, esses anseios, regressaram todos. E foram tão violentos que ainda não os consegui digerir.
É tão fácil aceitarmos o que nos faz sorrir, ainda que de forma tão caótica como as nossas vidas, mas está a ser tão complicado lidar sem uma simples mensagem que ainda agora olho de soslaio para o telemóvel  na esperança de apagar este texto e voltar ao conto de fadas que me encantou nos últimos dias.
A verdade é que há muito que já estava condenado ao fracasso e à condição expectante de (não) saber de si.
É um facto que neste breve reencontro, teia pelo dia em que voltavas a desaparecer, assim, sem nada dizer nem porquê. 

"Eu tentei... Mas não consegui! Beijo de boa noite..."
Foram estas as últimas palavras que tento aceitar, como se de um veredicto se tratasse. Provavelmente.
Talvez não.

Deste lado tentarei sempre.
Até que o coração não me doa. Porque só na tua voz encontra a almofada.

sexta-feira, outubro 19, 2012

És a minha sorte grande.


Olha lá,
Já se passaram alguns anos
Nem sequer vinhas nos meus planos
Saiste-me a sorte grande

E eu cá vou
Gozando os louros deste achado
Contigo de braço dado para todo o lado

Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Meu amor na roda da lotaria
Que é coisa escorregadia
Saiste-me a sorte grande

E eu cá vou
À minha sorte abandonado
Contigo de braço dado para todo o lado

Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Olha lá,
Por mais que passem os anos
Por menos que eu faça planos
Sais me sempre a sorte grande

Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti

quinta-feira, outubro 18, 2012

O que (ainda) nos une.


Descolei novamente rumo ao presente e, apesar do texto remeter para o pretérito, ainda hoje muitas destas premissas são válidas. Prefiro acreditar que sim. Prefiro (agora) viver assim.
Abandonar o discurso cinzento que tantas vezes inunda o quotidiano. Enquanto o teu riso ecoa na alma. Enquanto posso. 

"Este era o email que tinha escrito antes de falar contigo ao telemóvel. Dotado de alguma racionalidade e amargura! "SubsistÍsse", está mal escrito, aí a correcção.
Este é o email que te escrevo depois de ouvir-te e o meu coração te escutar...
Não é fácil dizer adeus, quando alguém habita no nosso coração e pensamento. Acredites ou não, enchias-me de felicidade, quando eras doce e me enchias de carinho. Quando me agarravas, ainda que dissesse repetitivamente, não, a minha vontade dizia sim e enchias-me de alegria. Sentia-me realmente no melhor lugar do mundo, quando me abaraçavas de noite e adormecias a meu lado. O meu ser sorria, quando, me ligavas, por espontânea vontade, e querias-me dar um beijinho ou saberes de mim.
O meu sorriso contigo ganhava a sua maior plenitude quando partilhávamos momentos juntos e bricávamos um com o outro.
Acredita, que algumas vezes consegui sentir o teu AMOR e pensar num futuro! Tantas vezes que fiz planos na minha cabeça e sonhei acordada... E tu estavas presente!
Tive medo de te amar demais e que me tornasses a magoar... Por isso afastei-me... Mas em cada momento repartido contigo experienciei a maior felicidade, de toda uma vida. Por esse motivo é que é tão difícil dizer adeus.
Contigo sou eu, sinto-me bem e consigo conversar sobre tudo... À excepção de quando estou zangada! Mesmo que diga as maiores barbaridades, tu sorris comigo!
Vou ter tantas saudades de sorrir contigo!
Um beijo com carinho e um daqueles abraços fortes e longos, que nos une para sempre!
P.S.- Não querendo ser ordinária, vou sentir falta de fazermos amor  e a parede so tinha significado contigo."

quarta-feira, outubro 17, 2012

Memórias... do presente.

Há muito me habituei a viver outra vez, no passado, na visão implícita mas tantas vezes forçada na memória de nós.
Há muito até que desconstruí todos os momentos na minha cabeça, para poder aceitar a minha condição. Isolado. Entre o sono e o sonho. No limite da inconsciência do consciente.

Hoje entrou luz pela janela fechada do meu peito, para te parafrasear.
Consigo falar no presente. Ou no passado recente.
Foi mesmo há pedaço que te ouvi o coração.
Que te confidenciei o meu maior segredo.
Que te senti o beijo.
Que me envolvi no abraço apaziguador do teu porto seguro.
Foi no pretérito. Mas continuas a fazer-me feliz. 

sexta-feira, outubro 12, 2012

Precisas de um estrela?




"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas.
Para uns, que viajam, as estrelas são guias.
Para outros, elas não passam de pequenas luzes.
Para outros, os sábios, são problemas.
Para o meu negociante, eram ouro.
Mas todas essas estrelas se calam.
Tu porém, terás estrelas como ninguém...
Quero dizer: quando olhares o céu de noite,
(porque habitarei uma delas e estarei rindo),
então será como se todas as estrelas te rissem!
E tu terás estrelas que sabem sorrir!
Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido.
Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá).
Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto...
e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu.
Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

quarta-feira, outubro 10, 2012

Shiver


So I look in your direction,
But you pay me no attention, do you?
I know you don't listen to me,
'Cause you say you see straight through me,
Don't you?

But on and on,
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care

Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say

Don't you shiver
Don't you shiver
I sing it loud and clear
And I'll always be waiting for you

So you know how much I need you,
But you never even see me do you?
And is this my final chance of getting you?

But on and on,
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care, if you care.

Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say...

Don't you shiver
Don't you shiver,
I sing it loud and clear
I'll always be waiting for you.
Yeah I'll always be waiting for you
Yeah I'll always be waiting for you
Yeah I'll always be waiting for you
For you, I will always be waiting

And it's you I see,
But you don't see me
And its you, I hear,
So loud and so clear
I sing it loud and clear
And I'll always be waiting for you

So I look in your direction,
But you pay me no attention,
And you know how much I need you
But you never even see me


terça-feira, outubro 09, 2012

Sem o teu amor não vivo.

"Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro."

domingo, outubro 07, 2012

Como dois e dois.



Quando você
Me ouvir cantar
Venha não creia
Eu não corro perigo
Digo, não digo, não ligo
Deixo no ar
Eu sigo apenas
Porque eu gosto de cantar...

Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual
Quando eu canto
E sou mudo
Mas eu não minto
Não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias
Tristezas e brinco...

Meu amor!
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como
Dois e dois são cinco...

Quando você
Me ouvir chorar
Tente não cante
Não conte comigo
Falo, não calo, não falo
Deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam
Prá consolar...

Tudo vai mal
Tudo, tudo, tudo, tudo
Tudo mudou
Não me iludo e contudo
A mesma porta sem trinco
Mesmo teto, mesmo teto
E a mesma lua a furar
Nosso zinco...

Meu amor!
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como
Dois e dois são cinco
Meu amor! Meu amor! Meu amor!
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como
Dois e dois são cinco...

terça-feira, outubro 02, 2012

Apanhaste-me para sempre.

"Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem."

segunda-feira, outubro 01, 2012

Lost Love


Our love was lost
But now we've found it
Our love was lost
And hope was gone

Our love was lost
But now we've found it
And if you flash your heart
I won't deny it
I promise

I promise

Your walls are up
Too cold to touch it
Your walls are up
Too high to climb

I know it's hard

But I can still hear it beating
So if you flash your heart
I won't mistreat it
I promise

I promise

Our love was lost
In the rubble are all the things
That you've, you've been dreaming of
Keep me in mind
When you're ready
I am here
To take you every time

Oh our love was lost
Lost, lost, lost, lost....
Our love was lost
But now its found

sexta-feira, setembro 28, 2012


Assim me perguntaste,
assim te respondi:
tudo é paixão.

Como não lamber
da tua pele, o mel
que o desejo fabrica?

E como a minha boca
não recolher o néctar
da tua boca?

Ou como não sorver
das tuas mãos o pólen
da ternura?

E se, em vez de paixão,
for sexo apenas,
ou loucura?

Pode até não ser amor.
Mas, seja o que for,
não é pior.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Hoje estou mesmo cansado. Não para pensar em ti. E por isso precisar tanto de nós.

Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais a falta das pessoas de quem amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Lost


Hoje sinto-me assim. Perdido. Ou não. Desamparado. Mas principalmente revoltado. Da tua ausência.
E por isso cheio de saudades desse abraço.

I can't believe it's over
I watched the whole thing fall
And I never saw the writing that was on the wall
If I'd only knew
The days were slipping past
That the good things never last
That you were crying

Summer turned to winter
And the snow it turned to rain
And the rain turned into tears upon your face
I hardly recognize the girl you are today
And God I hope it's not too late
It's not too late

'Cause you are not alone
I'm always there with you
And we'll get lost together
Until the light comes pouring through
It's when you feel like you're done
And the darkness has won
Babe, you're not lost
When your world's crashing down
And you can't bear the cross
I said, babe, you're not lost

Life can show no mercy
It can tear your soul apart
It can make you feel like you've gone crazy but you're not
Things have seemed to change
There's one thing that's still the same
In my heart you have remained
And we can fly fly fly away

'Cause you are not alone
And I am there with you
And we'll get lost together
Until the light comes pouring through
It's when you feel like you're done
And the darkness has won
Babe, you're not lost
And the world's crashing down
And you can not bear the cross
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost.

terça-feira, setembro 25, 2012

Como é que esquece alguém que se ama?


Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. 


segunda-feira, setembro 24, 2012

Domingo à tarde.


sms


Meu lindo, adorei a música que me enviaste:) Alegraste o meu dia! SE continuares a colocar um sorriso nos meus lábios e se este sentimento permanecer, o passado deixa de ter sentido e guardo na memória e no coração as coisas boas. Obrigada por teres finalmente acordado e aperceberes-te que o melhor caminho é estarmos bem. Vou fazer por estar em paz também! Porque nós merecemos.
Um beijo muito muito doce e até já;)

sexta-feira, setembro 21, 2012

quinta-feira, setembro 20, 2012

"Podemos começar por qualquer lado que tanto faz. Havemos de chegar lá. Não me perguntes onde. Quando chegarmos saberás. Ainda é cedo para perguntar. Ouve só."

quarta-feira, setembro 19, 2012

Há palavras... que não quero ouvir.


Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.

Estou perto e estou longe.


(...)Alguém me habita como uma árvore ou um planeta.
Estou perto e estou longe no coração do mundo.


terça-feira, setembro 18, 2012

PCT II


Hoje, mais do que nunca, o meu desejo mais ínfimo e profundo, que
provém de uma vontade não controlável, pretendia que tu te emergisses
e prevalecesse a tua vontade! Porque, no subconsciente da minha alma,
tenho a noção que me fazes sorrir, quando conversamos 4 horas seguidas
e durmo tranquila com o teu beijo de boa noite...
Mas o meu ser consciente, a minha razão, a voz da experiência, sabe o
quanto isso é errado! Por todos os motivos que constituíram a nossa
história! Porque o presente é construído pelo antes e o depois, o
passado e o futuro! E nós, mais do que ninguém, temos noção o quão
difícil foi o nosso pretérito e quão impossível é o amanhã!
É bom andamos distraídos, sem pensar nas consequências, no que foi e
no que será! Viver na leveza do presente, sem temer, nem recear o que
poderá advir!
Mas, infelizmente, o medo impõe-se! Se já me desrespeitaste antes,
porque não o farás agora?
As relações que mantenho, fracassam... Interrogo-me se esqueci do que
é amar, do que é entregar-me sem defesas, porque criei mecanismos que
me protegem, que me salvam, ou destroem! Que me fazem esquecer de mim,
para me defender de quem sou, ou me tornei!
Porque " enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para
o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora,
soltar, desprender. As pessoas precisam entender que ninguém está
jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espero que me devolvam algo, não espero que reconheçam o meu
esforço, que descubram  o meu génio, que entendam o meu amor.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por
soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na
minha vida. É imperativo fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa,
sacudir a poeira. Deixar de ser quem era, e  transformar-me em quem
sou."(adaptado do texto de Fernando Pessoa)
Sei que me entendes... no fundo, compreendes!
Se por um lado quero criticar a tua resignação, a falta de imposição
de vontade própria, por outro, estou ciente, que a minha deve
prevalecer, para curar feridas, para aprender a viver novamente e
somente comigo!
Desculpa, esta minha ambivalência! Há uma cobardia subjacente, bem
como uma força que me empurra e me afasta de tudo o que me levou às
lágrimas!
E, apesar de tudo, eu também estou aqui! Para o que precisares! Só
nesse sentido! Porque o medo de imaginar, nem que seja por um segundo
apenas, que te quero abraçar, leva-me para longe de ti!
Espero que a vida te sorria e, principalmente, que tu sorrias para ela!
Um beijo, um sorriso, um abraço (tal como eu imaginei!)
Atenciosamente, (lol)

Envias-me o PCT?




O pedido é simples. Como a simplicidade com que deveria ter gerido (vivido) o nosso Amor.
Mas hoje não vim reclamar créditos, usar desculpas, mendigar uma (re)apreciação de estado ou condição da vida que sem dúvida mereces.
Vim só pedir o PCT.
E talvez um pouco mais. Ou não.
Porque ainda agora, neste momento de coração apertado que te escrevo, me apetece usar de toda a parafernália de termos e esquemas literários para fugir à sms. Aquela que quero esquecer. Apagar. Cortar as palavras às fatias.
Sim, esta que me apetece ser ledor e não leitor para não interpretar nas entrelinhas, para não encarar (uma vez mais) o destino fatídico que em tempos marcou quem fomos... e quem somos, definitivamente.
E só fujo, porque da culpa não me posso, obviamente, livrar.
Não posso.
Não quero.
Não devo.
O inesperado e súbito (ainda que muito desejado) contacto simplesmente aconteceu. Porque não foi (é) tudo assim tão simples?
E com ele as nuvens desapareceram momentaneamente, como se a natureza me pregasse uma partida e a Primavera só agora tivesse começado.
Bem sei que o meu processo de "remissão dos pecados" contra si exige a seriedade que em tempos não cumpri. A honestidade que no pretérito se eclipsou.
O respeito deslizou para bem longe.
Bem sei que este luto de si exige o ar taciturno que quem perdeu o melhor. Destruiu a melhor dupla alguma vez existente e devo culpar-me e atirar-me à cara, em frente ao espelho, todos os dias. Devo abominar-me um pouco diariamente.
Continuo a fazê-lo.

Mas concedi-me uma pausa. Abri um pouco a porta, em vez de espreitar todos os dias pela fechadura que trancaste depois de nós.
Com o coração aberto, tenho que confessar que me permiti a esse luxo.
Dialogar consigo!
Ultraje. Descaramento. Vergonhoso. Isso tudo. E mais.
Onde já se viu?
Depois de tudo. Sim, porque tudo também foi bom.
E por isso me excedi e não quero ler esta sms. Esta que que esqueci do alfabeto. Que não consigo ler.
Porque com ele volto à real condição, não só de verdadeiro culpado, mas de bicho abandonado que perdeu o seu NUORTE.
Volto para onde nunca deveria ter saído se tivesse vergonha na cara, mas do Amor já só tenho um único músculo que bate indiferenciadamente… mas nos últimos dias proporcionou-me um verdadeiro concerto, capaz de bater os Stomp no coliseu.
E porque não posso pedir, exigir, reclamar ou sequer chorar para que não vás, já não, oh... tão cedo, não queria sequer pensar nesta sms indecifrável aos meus olhos.
E porque sei que estás tão certa, que não tem sequer que te rir comigo, trocar as palavras para que eu possa gozar muito consigo, dizer-me boa noite  e enviar-me um beijinho nesse “ronronar” de gata mimada que provoca autênticos tsunamis, que só por seres um coração de ovos-moles, a tinhosa que me apaixonei, é que voltei a ouvir-te e não me apetecia desligar.
Mas não posso adiar. Eu sei.
E peço perdão.
Porque não posso pedir mais nada. Só que sejas sempre muito feliz. E que continues a ser assim,
Por isso peço… envias-me o PCT?
Um abraço. Sempre muito muito forte.

sexta-feira, setembro 14, 2012

À tua maneira

Depois dos últimos dias só posso mesmo recordar factos e acontecimentos que marcaram a nossa felicidade. Como no concerto dos Xutos, chapados e apaixonados como adolescentes no cio, a cantarem ao som do Tim, totalmente apagados do mundo à volta.
E de facto, mais que nunca, tenho que reconhecer que devia ter sido sempre à tua maneira. E que eu não me devia ter importado ou assustado com isso.

Já te fiz sofrer tanto que confesso, até há bem pouco tempo, me pareceu impossível que pudesse sequer saber de ti, por ti,  quanto mais ouvir a tua voz do outro lado do telemóvel.
Por isso hoje, mais que nunca, me confesso e te peço outra vez perdão. e uma vez mais. E outra.
Porque também hoje percebo porque és a mulher da minha vida e te Amo tanto.
E só me condeno porque não o soube preservar, guardar-te e acarinhar-te todos os dias da minha vida.
Não que não tivesse a certeza antes. Do meu Amor. Mas foi à minha maneira.
Da nossa relação não. Do ciúme. 
Ainda ontem te explicava como compreendia que todos os que se envolvem contigo sentissem tanta insegurança ao teu lado. Sou prova disso. E fraca desculpa para tanta coisa má que te fiz passar.
Mas a verdade é que a tua presença é tão desejada quanto temida. És preciosa. Poderosa. Hipnotizante. Viciante. E por isso tão cobiçada. 

És a viagem de sonho, complicada e minuciosa na escolha, atribulada na partida, relaxante e revigorante na estadia. Mas finita. E o regresso à terra dos comuns mortais. Ao estado de consciência, à realidade. Ou pelo menos, na consciência dos fracos como eu, daqueles que pensam ter tempo e hora marcada de ti, porque sempre tive a clara ideia que eras o meu delírio e não a minha condição, percebemos rapidamente que a contagem decrescente começa sempre que alguém se aproxima de ti. E resistimos. Pouco. E lutamos. Para quê? Porquê. Se a inevitabilidade é já aqui.
E vem o medo. A obsessão.
E depois a revolta. O afastamento. Ou a tentativa de o fazer.
A consciencialização. O abandono. A aceitação da perda. A (má) escolha das alternativas. Porque por mais e melhores que sejam, não te conseguem apagar.
Hoje ainda tento entender-nos. Perceber-me. Questionar-me. Mas sem ilusões. Só para te pedir perdão.

Agora só quero viver-te. Um pedacinho! O que puder, quiseres, deixares.
Sem nunca deixar de te Amar.
E esperar que sejas feliz.
À tua maneira.

Bom fim de semana.
Abraço.


Beijo salgado e fresco

:) Olá para si! Com tanta confusão, só tive tempo agora para lhe dar um beijinho. Com a pressa de manhã, esqueci-me do telele! Mas chegar a casa e ter uma msg sua, é confortante! Estou de rastos, vou p a praia! Lol! Beijo salgado e fresco.

INVEJA!!!!!! Quer trocar por uma reunião??? Cuidado com o sol, as sardas nesse nariz empinado não perdoam!!!... divirta-se! Bjo

Ahahah! Cada um tem o que merece! Vou dar um mergulho por si! ;)

Sweet dreams!

T - Hoje não resisti em enviar-lhe um beijinho de boa noite! Ao olhares para o céu,  a estrela mais brilhante e próxima vai-to entregar e este em ti vai repousar! Sweet dreams!

R- Mais do que nunca esse beijo soube maravilhosamente. Porque era mesmo do céu que o aguardava enquanto para ele olhava. Hoje, agora, apesar de acompanhado pelos amigos do costume, consigo sentir-me tão só e personalizar uma ilha perdida no Atlântico porque, por mais à vontade com eles, tem dias que nem me consigo identificar no meio dos diálogos banais depois de um dia complicado. Hoje, mais que nunca, esse beijo foi tão simples e tão fantástico. Obrigado. Um beijo doce, mas um abraço bom ainda melhor. Agora vou parar que já estão a olhar de soslaio mas não me apetece. Beijo!


quarta-feira, setembro 12, 2012

Reciclado.

Sim, ele era feito de papel. Uma folha em branco em que ela quis escrever, mas que deixou a meio. Sim, ele sabia que era feito de papel. Reciclado.

terça-feira, setembro 11, 2012

Hoje apetecia-me.

Hoje apetecia-me vestir a melhor indumentária como se de um dia de festa se tratasse. 
Combinar os melhores tecidos para que o corpo pudesse lembrar o toque a tua pele macia. 
Produzir-me o melhor que posso, colocar o melhor perfume, para te impressionar e te sentires orgulhosa de mim, passeando a meu lado.
Sair com a capota aberta sem destino e banhar-me no Sol, porque ele nasce para todos, mas só hoje me conseguiu aquecer. O corpo e a alma.
Dar-te a mão enquanto olhas no espelho retrovisor e penteias o cabelo ou retocas a maquilhagem.
Parar para almoçar e deliciar-me com o manjar dos teus lábios, ignorando tudo e todos à nossa volta porque hoje és só para mim e nada mais no mundo importa.
Entre o sono e o sonho. Entre o cansaço e a desilusão de mais uma manhã sem ti.
Hoje fiz isso tudo. Porque a doce memória de ti é o maior tesouro que não consigo evitar.

sms -"convenhar"

Durma com a leveza e com as coisas boas que partilhámos...Há que 'convenhar' que ninguém, jamais, nos vai entender, como nós o fazemos, mutuamente e isso e, por si só, único e incomparável! Bons sonhos... Abraco!!!

sms - "Desabocado"

Correndo sérios riscos de ser "desabocado", tenho que confessar que é maravilhoso voar até nós. Porque até posso não a ver mais. Ou jamais encontrar o seu abraço. Castigo merecido. Só não pode roubar os meus sonhos.  Boa noite. Obrigado. Abraço.

sms - quando o futuro foi ontem

Se tiver um tempo disponível, breves minutos para ouvir os meus pensamentos e deixar-se levar nas minhas conversas perdidas, pode-me contactar, nos próximos momentos... Apesar de ser um erro ou um desaire, voar até si, faz-me reencontrar quem sou... na leveza do discurso, no riso partilhado! E apesar da culpa e da mágoa do passado, sabe bem tentar perdoar o mal e sobressair o bom! Ate já...

segunda-feira, setembro 10, 2012

Já não.

Já não podemos foder.
Mas podemos falar.
Já não podemos fazer maldades.
Mas podemos falar delas.
Já não podemos fazer nada senão falar.
Um dia nem sequer isso.
Estaremos apenas juntos.
Finalmente juntos.
Já é qualquer coisa.
Pode ser que não possamos mais ser separados.
Depois de tantos anos.

domingo, setembro 09, 2012

Privilégios.

Claro.
Ainda a mensagem. O misterioso telefonema. A iminência da resposta. A conversa fiada. Mas tão boa! O teu soninho na voz. 
Hoje comprei revistas. Hoje apetece-me saber de Amores, de intrigas. De paixões e brigas loucas. Quero saber receitas. Ouvir conselhos. Ler o zodíaco. Sentir-te perto. Demência. Urgência. Loucura. Sei lá. 
Porque acordei com aquela música que sempre ouvia ( no carro, na cabeça, nos sonhos, ou quando fazia amor contigo) quando estava feliz! E falo no pretérito, mas afinal, quando agora escrevo, só a alegria da tua voz me  alenta.
Acho que nunca te revelei qual a música. Também não percebo a correlação. Mas é assim que também te sinto. A cantar e dançar. E o Amor não te explica. Só me complica. Depois pergunta-me qual.
É segredo e só to conto a ti.
E como até hoje tento digerir todos os pormenores da conversa de quatro horas, acordo com mais uma epifania quando, em jeito de conclusão, te ouvi suspirar (deixa-me sonhar assim), que deveríamos ter sido amigos sem privilégios.
Pois meu amor, confesso, atesto, declaro, que, se foram os teus olhos que me apaixonaram, foi o teu corpo que me embebedou, foram os teus seios que me saciaram o prazer, os teus lábios que acalmaram o furacão. Um freepass  de emoções que jamais abdicaria no Mundo.
A imortalidade.
A liberdade.
O coração.
Ser teu qualquer coisa, é por isso hoje,   em qualquer parte,  do corpo ou num canto da alma, o melhor privilégio que na vida me concederam, e percebo-o claramente nos momentos em que transpiro só de ouvir a  tua voz.
Por isso te peço que hoje, só me basta ter o privégio na tua memória. No café da manhã. No banho. (Ai o banho da limpeza dos pecados. E das penitências. Da tua pele alva!). Na geografia das ruas apertadas e esguias da cidade, que revelam o mapa sinuoso do teu corpo doce, na aventureira busca ao tesouro. No carro. Na música que (te) toca quando passa e fazes aquele jeitinho com o pescoço, como as gatas no cio, a pedir Amor. Ai o teu canto hipnotizante de sereia. Impossível esquecer.
 
Só precisas de fazer isso.
Hoje.
Amanhã.
Ou qualquer dia.
Num minuto ou segundo que o teu coração te peça.
O resto é fácil.
Estarei aqui.

Tenho que dormir. O corpo atraiçoa e atormenta os dedos que agora escrevem, porque a alma quer dizer mais. Tenho tanto para te dizer.

O que é que tu queres de mim?


Olá, bom dia:)
Hoje sou eu a primeira a enviar um beijo de bom dia, aliado ao trabalho que me pediu e que desenvolvi com muito gosto.
É sempre bom poder ajudar-te, para variar um pouco, porque normalmente é sempre o contrário.
Também fico contente quando noto que precisas da mim, nem que seja nas coisas mais simples... Por isso dispõe, sempre que precisares, que eu não cobrarei a qualidade dos meus serviços a preço justo. lololol
Unicamente, o que cobrarei foi o que te disse, que é basicamente a resposta a uma questão que me acompanha o pensamento.
Não necessita de resposta elaborada. Apenas clareza, objectividade e especificidade. Sem subtrefúgios, apenas sinceridade!
Também não vou fazer uma dissertação sobre os meus motivos para realizar esta questão, careço apenas de uma resposta clara e objectiva...
Bem, cá vai a desejada...
O que é que tu queres de mim?
Ps- não é uma pergunta rectórica, nem tão pouco provocadora de situações desagradáveis. è algo que pretendo esclarecer contigo e comigo!
E, ainda que a resposta do "eu não quero nada de ti, eu só te quero a ti", me pareça o mais querida e romântica, neste momento é insuficiente! Preciso que sejas específico e aberto.Aliás, agradeço sobremodo que o sejas!
E, independentemente, de qual for a tua resposta, quero que saibas, que pelo menos podes contar com a minha amizade e que eu estarei disponível para te ouvir, apoiar e ajudar, no que for preciso, porque te guardo num lugar bem especial, o meu coração!
Beijinho grande de bom dia!

sexta-feira, setembro 07, 2012

Ouvi Dizer



Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!

Inveja

Costumo dizer frequentemente que a inveja é um sentimento muito feio.
Aparentemente sim. No meu caso, na maioria das vezes, nem por isso.
Muito pelo facto de que, invejo as boas relações que o Amor conseguiu transformar a vida dos que me são mais próximos.
Ao invejar a relação dos meus amigos, consigo também acreditar que, apesar e por tudo, o Amor consegue sempre vencer, sobreviver, transpirar, transbordar.
Ainda que a inveja me traga sempre associado o sentimento nostálgico da tua ausência, desperta-me para a esperança. Nem que seja no leito da almofada vazia de ti. Apenas nos sonhos. Na memória do que te Amei. Te Amo.
Viver o Amor através dos outros não é mais do que revisitar os lugares da memória em que fui feliz. Cumprir o ritual da veneração a Ti, sem o infindável peso da saudade ou da culpa de te ter perdido. Apenas recordar-te nos sorrisos e expressões que quem hoje é feliz e que queres bem. Também assim se reconhecem os amigos.
Por isso hoje estou mais triste. Porque percebo que outras relações terminam. Aquelas que invejava. Que me faziam bem. E mal. Mas que me levavam até ti. E que não perdia um minuto a relacionar com todos os momentos de prazer que vivi ao teu lado.
E hoje terminaram. E preciso procurar desesperadamente outra âncora. Outro fio condutor do quotidiano das relações amorosas dos companheiros de trabalho, de amizades pessoais, para acreditar no Amor para além da vida paliativa que hoje levo.
Porque também preciso da inveja para te Amar todos os dias e não chorar da tua ausência.
Ao menos que os outros sejam felizes.
E tu também.
Porque te Amo.
Na saúde, doença, dor, alegria e euforia.
E na inveja.

terça-feira, setembro 04, 2012

Obrigado. Outra vez. Obrigado.


É tão bom recordar o ontem, ao invés dos meses ou anos pretéritos
Não posso deixar de expressar a minha felicidade. A memória, neste caso recente, é a única forma e viver outra vez.
Foi quase o presente que me pregou uma óptima partida.
E as emoções provocadas têm obviamente um efeito similar ao de um terramoto, ainda que com réplicas cada vez mais fortes.
Nem quero pensar nos "estragos" que irá causar.
Porque hoje o meu coração conseguiu finalmente bater outra vez.

sms

Fresca... a sua voz deixou-me em modo super e só agora estou a chegar a casa. Só mesmo o ventinho na viagem de moto para casa para me acordar o corpo! A mente e alma ainda estão em êxtase. Depois de 4h a conversar consigo. Mas o que senti, o que ri, vale muito mais que um obrigado. Sinta-se obrigada  a ligar sempre que a insónia lhe bater na almofada. Abraço. Com muito amor e carinho.

O Diálogo!

Vi agora o seu email! Não tem que agradecer! O Diálogo  de ontem fez-me perceber porque motivo me apaixonei por si! Deves estar com muito soninho hj, eu estou com uma pedrada... Mas deves ter sido um sucesso de blazer, quase a parecer um homem:). Beijinhos para si! Até...

segunda-feira, setembro 03, 2012

Sorri

Hoje ri contigo. E de ti. E sorri.
Hoje senti-me. Senti-te.
Hoje vivi.

Obrigado.

Talvez.

"Talvez não seja próprio vir aqui dizer aquilo que, de modo mais ecológico, te posso afirmar ao vivo, por email, por comentário do facebook ou mensagem de telemóvel, mas é tão bom acreditar, transporta tanta paz. Tu sabes. Extasio-me perante este agora e deixo que a sua imensidão e transcenda, não a tento contrariar ou reduzir a qualquer coisa explicável, que tenha cabimento nestas palavras, nestas pobres palavras. Em vez disso, desfruto-a, sorrio-lhe. Não estou aqui com a expectativa de ser entendido. Eu próprio procuro ainda essa compreensão. Estou aqui apenas com o meu rosto, o meu olhar parado, a minha figura. Tudo aquilo que tenho para te dizer está por detrás dessa imagem. Hoje, esse é o alfabeto com que realmente escrevo, o significado.
Escrevo também com uma grande quantidade de elementos invisíveis, que chegam à pele e a atravessam. É dessa forma que sinto aquilo que tenho para dizer, pele e para lá da pele."
“A primeira noite dorme-se. O sofrimento distrai, é uma novidade, suportámo-lo. O que não se suporta é a segunda noite, a de ontem, e a terceira, a de hoje, a que vai começar dentro de alguns minutos, e amanhã e depois de amanhã, dias sobre dias, a fazer o quê, meu Deus?”

sexta-feira, agosto 31, 2012

Rubi

Olá Rubi, foi numa terça-feira que eu te vi
 Sentada e só num banco de jardim
 Contemplando um folhetim
 De umas aulas de ballet

Olá Rubi, foi desta forma que eu decidi
 Depois de tantas vezes indagar
 Formas de te abordar
 Frente a frente eu te comtemplo

Amanhã cai a noite
 E cais nos braços de outro alguém
 Sem saberes que sofro em solidão
 Como posso resistir
 se eu te amo noutra dança
 Quando me levas até ao Bolchoi,
 À Opera, ao Scala de Milão…
Em sonhos

Olá Rubi, nem sei se eu devia estar aqui
 Em busca de algo mais do que um affair
 Um amor de aluguer
 Para alguém cobarde e só

Olá Rubi, logo da primeira vez me apercebi
 Gravuras e cartazes de bailados
 Nas paredes do teu quarto retratados
 Se que te vias assim

Amanhã cai a noite
 E cais nos braços de outro alguém
 Sem saberes que sofro em solidão
 Como posso resistir
 se eu te amo noutra dança
 Quando me levas até ao Bolchoi,
 À Opera, ao Scala de Milão…
Em sonhos

quarta-feira, agosto 29, 2012

sms


Oi jeitoso, tudo bem?
Dormiu bem? Hoje deve estar cá com uma ressaca, que nem pode!
Mas mesmo assim, envio-lhe os meus documentos, que isto já me deu a volta á cabeça!!!
Depois pago com o corpinho, ou em géneros:)
Um beijo doce para si, com sabor a poncha! lol

segunda-feira, agosto 27, 2012

Por que é que fodemos o amor?

O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. E melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida. Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. E do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo.

sexta-feira, agosto 24, 2012

sms

Os danos são realmente irreversíveis e tsunâmicos, mas foi maravilhoso partilhar contigo  o teu aniversário e perder-me de loucuras por ti. Queria nanar do teu lado. Bjos

32

Já passou.
Já não.
Já não tenho 26.
Antes tivesse.
Porque nesse tempo não tinha muito. E tinha tanto.
Tinha o teu amor. O teu calor. O teu abraço.
Hoje tenho mais. E tão pouco ao mesmo tempo.
Conto sucesso na profissão. Aumento na remuneração.
Mas e o teu abraço? Não.
Conto com mais luxo. Um carro descapotável alemão. Desses que se invejam e sonhei ter aos 40.
As roupas. Que antes só tu oferecias. Dessas macias como a tua pele.
Mas e o teu corpo? Doce. Esse não.
Tenho tanto e tão pouco, porque todos os dias choro pela tua ausência.
Conto já rugas que antes eram expressões de pura felicidade.
Conto memórias. Só memórias. E saudade.
Porque a única coisa que precisava neste momento era ouvir a tua voz.
Saber de ti.
Ver-te.
Sentir-te.
Qualquer coisa de ti.

quinta-feira, agosto 23, 2012

sms

Coisa fofa um beijo molhadinho de parabéns! Sabes uma coisa: adoro-te demais, queria dar-te o mundo porque mereces o universo. Obrigado por existires há 26 anos!

quinta-feira, agosto 16, 2012

Se cuidas de mim

Eu cuido de ti também
Dentro da minha mão
Eu guardo te bem
Se amarmos do princípio
Se perdermos tudo outra vez
Vou marcar-te bem
Como um sonho vão
Dentro da minha mão
Se cuidas de mim
Eu cuido de ti também
Se vens em paz
Eu venho por bem
Se formos bebendo
O chão deste caminho
Vou guardar-te bem
Agora que sei
Que não vou sozinho
Há uma praia depois da sombra
Uma clareira p’ra iluminar
Há um abrigo no meio das ondas
Tu a caminho p’ra iluminar

quarta-feira, agosto 15, 2012

Todas as noites. Todos os dias.

(...) senti-me, sinto-me já tão amarrado a tristezas, mesmo antes de esses tempos começarem, que me parece às vezes que o melhor seria fazer um catálogo de saudades, para que soubéssemos sempre situar-nos a partir delas e para que nos enternecêssemos com um exercício em que nos poderíamos recapitular, fosse de dia, fosse de noite.

terça-feira, agosto 14, 2012

O mal do amor

Nunca houve nada como o amor para nos ajudar a ver o mal. O amor é o antídoto da cenoura. Eu sempre te vi como uma rapariga encantadora. Tudo o que fazias tinha de ser forçosamente encantador. Por muito bruta que fosses, parecia-me sempre uma forma radical de encanto. Mesmo quando teimavas numa manifesta estupidez, eu cansava a cabeça até arranjar maneira de te dar razão. Achava que toda a gente te atacava injustamente. Parecias-me incompatível com a injustiça.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Cansaço - Síndrome de segunda-feira

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

                      Álvaro de Campos

sexta-feira, agosto 10, 2012

sms


...o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,

como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,

mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.

eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,

que eu amava quando imaginava que amava. era a tua

a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.

era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores

e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.

muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade."

sms


És mais do que o ser que amei! Foste o meu dia, a minha noite, o meu sol e a minha chuva!

Foste o abraço que me aqueceu e me envolveu num sono bom.

O beijo que me perdeu e me aqueceu!

És e serás sempre o ser que habita o meu coração sofrido!

A saudade inunda-me a cada momento a minha pessoa!

Um beijo de bom dia.

Relógio da saudade

É patológico.
Irremediável.
Impossível viver sem conversar contigo, quer por palavras, quer por pensamento.
Tentei. 
Juro que tentei.
Passei por todas as fases. Pelo desespero da ausência, pela ignorância da tua presença constante no meu peito. Distraí-me com tudo e com nada. Passei a fase consumista, na aquisição de todos os brinquedos tecnológicos e gadjets, mas todos eles me levavam até ti, directa ou indirectamente. Usei os livros como companheiros e até nos textos mais inócuos, dispersos, vazios... encontrei um lugar para te encaixar e partilhar contigo a minha saudade.
Parece(?) castigo. De tantas outras vezes fui eu mesmo quem procurou afastar-te. Agora desespero exactamente pelo contrário.
Não há serão, por mais agradável, na melhor companhia, com álcool ou drogas à mistura, em que não sinta a tua presença, em que não adormeça ou acorde a pensar em ti.

Passou mais de um ano da tua partida. Mas o teu tempo continua marcado em todos os ponteiros do meu relógio, em todos os minutos e segundos que registam a saudade de Ti.

sexta-feira, julho 27, 2012

Companheira

Deixei pousar minha boca em tua fronte
toquei-te a pele como se fosses harpa
escorreguei em teu ventre como o vento
e atravessei-te em mim como se fosse farpa

Deixei crescer uma vontade devagar
deixei crescer no peito um infinito
morri da morte lenta do desejo
e em cada beijo abafei um grito

Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira

Inventei mil paisagens no teu peito
rebentei de loucura e fantasia
quando me olhavas devagar com esse jeito
e eu descobri tanta coisa que não vias

Havia em ti uma forma grande de incerteza
que conseguias converter em alegria
havia em ti um mar salgado de beleza
que me faz sentir saudades em cada dia

Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira

terça-feira, julho 24, 2012

Ninho

Como quase todas as histórias, os episódios de loucura de amor da nossa vida têm sempre momentos caricatos. Na maior parte deles, rimo-nos juntos do melhor e do pior.

Hoje também não me resta outra coisa, tenho mesmo que rir de memória deste brinquedo, apesar da saudade não imprimir os melhores sentimentos nesta altura, por força da minha perda.

Não, não significa só as loucuras a dois, enquanto as colegas de quarto saíam para as compras, o ninho do amor quando o sofá não era suficiente para a desinibição dos corpos, nem tão pouco a ironia de ter sido um presente de uma anterior relação, que felizmente não vingou para que eu pudesse usufruir da melhor maneira da prenda, mas principalmente de ti, do teu amor, do teu abraço.
Hoje, apenas os teus olhos chegavam para que esta ansiedade se diluísse nas ondas da minha saudade.
Hoje. Amanhã. Sempre. Te amo.